A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) anunciou uma série de medidas para reforçar a segurança no Viaduto Roza Cabinda, após reunião entre a prefeita Margarida Salomão, representantes dos motoentregadores e familiares de vítimas de acidentes registrados no local.
O encontro ocorreu dois dias após a morte de Mateus Emanuel Martins, um motociclista de 25 anos, que sofreu um acidente e morreu no viaduto. Durante a reunião, a prefeita prestou solidariedade à família da vítima e informou que a administração municipal vai instalar gradis mais altos na estrutura, promover melhorias na pavimentação e implantar um radar para controle de velocidade.
A velocidade atual do viaduto é de 30 km/h. As intervenções serão conduzidas pelas secretarias de Obras e de Mobilidade Urbana. Dessas intervenções
A PJF também anunciou a criação de uma mesa permanente de diálogo com os trabalhadores da categoria, por meio de decreto municipal. O grupo deverá se reunir quinzenalmente para discutir demandas relacionadas à segurança viária e às condições de trabalho dos motociclistas.
Viaduto Roza Cabinda foi inaugurado em 2024
Inaugurado em junho de 2024, o Viaduto Roza Cabinda foi construído para melhorar o fluxo entre a região Leste e o Centro de Juiz de Fora, eliminando a passagem em nível sobre a linha férrea na Rua Benjamin Constant. A obra recebeu investimentos de cerca de R$20 milhões e foi apresentada pelo Governo Federal como uma intervenção voltada à redução de acidentes e melhoria da mobilidade urbana.
Apesar disso, o local já registrou outros acidentes graves envolvendo motociclistas desde a inauguração. Em setembro de 2024, um jovem de 25 anos morreu após perder o controle da moto, bater contra a mureta e cair de uma altura entre sete e oito metros.
Outro caso ocorreu em fevereiro deste ano, quando um motociclista de 39 anos morreu após colidir contra a mureta do viaduto e despencar na pista inferior. Segundo o Samu, a vítima sofreu múltiplas fraturas e traumatismo craniano.