Entre janeiro e abril de 2026, empresas e prefeituras da Zona da Mata mineira contrataram financiamentos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) em um contexto de recuperação dos prejuízos provocados pelas chuvas que atingiram a região no início do ano. As operações ocorreram após municípios decretarem situação de emergência ou calamidade pública e passaram a buscar crédito para recompor atividades econômicas e serviços locais.
No período, o volume total de financiamentos na Zona da Mata chegou a 71,3 milhões de reais, segundo dados do Governo de Minas, o que representa alta de 415 por cento em relação ao mesmo intervalo de 2025. O avanço é atribuído principalmente às contratações feitas por micro e pequenas empresas impactadas pelos temporais e pela necessidade de retomada das atividades após os danos registrados em diferentes municípios.
Juiz de Fora concentra maior parte das contratações
Juiz de Fora foi a cidade com maior número de operações na região, com cerca de 140 micro e pequenas empresas atendidas pelas linhas de crédito emergencial. O município aparece à frente de outras cidades da Zona da Mata, como Ubá, que também registrou demanda elevada após os prejuízos causados pelas chuvas.
As contratações ocorreram em um cenário de retomada gradual das atividades econômicas, em que comerciantes relataram perdas de estoque, redução no fluxo de clientes e necessidade de reorganização financeira após os eventos climáticos.
No conjunto das operações realizadas na Zona da Mata, o número de clientes atendidos chegou a cerca de 400 empreendedores e municípios entre janeiro e abril de 2026, alta de 160 por cento em comparação com o mesmo período do ano anterior. Em Juiz de Fora, o crescimento na liberação de financiamentos alcançou 580 por cento no mesmo recorte.