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19/05/2026
Maria Angélica
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Procon suspende medidas cautelares contra agência do Bradesco após plano de ação

Decisão ocorre após período de fiscalização por filas e falhas no atendimento em agência do Centro
Procon suspende medidas cautelares contra agência do Bradesco após plano de ação
Imagem: PJF.

O Procon de Juiz de Fora decidiu suspender as medidas cautelares que haviam sido impostas à agência do Banco Bradesco localizada na Avenida Barão do Rio Branco, nº 2725, no Centro de Juiz de Fora. A decisão foi tomada em 15 de maio de 2026 após o órgão avaliar a apresentação de um plano de ação pela instituição financeira, em meio a uma sequência de problemas registrados no atendimento ao público.

As restrições haviam sido aplicadas depois de sucessivas denúncias e autos de infração envolvendo a agência, com registros de filas extensas do lado de fora, demora no atendimento e dificuldades recorrentes enfrentadas por clientes, especialmente idosos e beneficiários do INSS. O caso vinha sendo acompanhado desde o fim de 2025, quando o órgão identificou reincidência de falhas e considerou que as medidas anteriormente discutidas não haviam sido implementadas de forma efetiva.

Plano apresentado muda condução do caso

Com a suspensão das sanções, o Procon passa a acompanhar o cumprimento de medidas apresentadas pelo banco, que incluem reorganização do atendimento interno, ampliação de estrutura de espera e mudanças no fluxo de distribuição de senhas. Também estão previstas ações para tentar reduzir a concentração de demanda em períodos de pagamento de benefícios e ampliar o uso de canais alternativos de atendimento.

A decisão, no entanto, não encerra a fiscalização. O órgão seguirá monitorando a agência por meio de relatórios periódicos sobre tempo de espera, volume de atendimentos e execução das mudanças propostas, além de reavaliar o caso caso haja descumprimento ou retorno das irregularidades.

As medidas cautelares haviam sido adotadas após o acúmulo de infrações administrativas e relatos de consumidores sobre falhas na organização do atendimento, que incluíam exposição prolongada de usuários em filas externas e ausência de estrutura adequada para controle de demanda.

Mesmo com a suspensão, o Procon mantém o acompanhamento do caso, que segue sob avaliação administrativa.

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