Juiz de Fora registrou, nesta terça-feira (12), mais um caso de violência contra trabalhadores da área da saúde. Uma técnica de enfermagem que atua na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Bairro Vila Ideal foi ameaçada por uma usuária do serviço, que chegou a citar as filhas da profissional como forma de intimidação.
A Polícia Militar foi acionada, e o diretor de Saúde do Sindicato dos Servidores Públicos de Juiz de Fora (SINSERPU-JF), Anderson Luiz Gonçalves, o “Andinho”, esteve na unidade para prestar apoio à servidora.
O caso se soma a uma série de episódios recentes envolvendo agressões verbais, ameaças e até violência física contra técnicos, enfermeiros e médicos que atuam na rede municipal.
Segundo o sindicato, o assunto foi debatido na última reunião do Conselho Municipal de Saúde, realizada na quinta-feira (7), mas não contou com a presença de representantes da Administração Municipal. Para Andinho, a ausência do poder público demonstra falta de compromisso com a segurança dos profissionais: “A Prefeitura se cala enquanto gritamos por segurança”, declarou.
Posição da Prefeitura sobre a violência contra profissionais da saúde em Juiz de Fora
A Secretaria de Saúde afirmou repudiar qualquer forma de violência nas unidades de atendimento e destacou que o problema faz parte de uma lamentável realidade nacional. A pasta citou dados apresentados em matéria do Fantástico no último domingo, que apontam que 80% dos profissionais de saúde no Brasil já foram vítimas de algum tipo de agressão no local de trabalho. Os casos incluem xingamentos, ameaças e até tentativas de agressão física, gerando traumas emocionais e impacto direto na qualidade do atendimento.
Sobre o episódio desta terça-feira, a Prefeitura informou que a usuária envolvida já possuía histórico de comportamento agressivo e havia estado na unidade pela manhã, exaltada, mas que a situação foi controlada naquele momento. Após a nova ameaça, a técnica de enfermagem recebeu acolhimento imediato na própria UBS, e a administração municipal acompanha o caso junto às autoridades. A investigação está sendo conduzida pela Polícia Militar.