Nariz entupido, espirros frequentes, coriza e sensação de pressão no rosto fazem parte da rotina de muitas pessoas em Juiz de Fora, especialmente durante os períodos mais secos ou de mudanças bruscas de temperatura. Embora muita gente trate esses sintomas como “sinusite”, nem sempre esse é o diagnóstico correto.
No episódio de estreia do Folha Saúde, o alergista e imunologista Dr. Fernando Aarestrup (conheça o seu portal) explicou as principais diferenças entre a rinite alérgica e a sinusite, doenças que costumam ser confundidas, mas que possuem causas e tratamentos distintos.
Segundo o especialista, a rinite alérgica é provocada por uma resposta exagerada do sistema imunológico a substâncias como ácaros, fungos, pólens e pelos de animais. Já a sinusite, também chamada de rinossinusite, corresponde à inflamação dos seios da face, geralmente causada por infecções virais e, em alguns casos, bacterianas.
Quais sintomas ajudam a diferenciar a Rinite ou Sinusite?
De acordo com Dr. Fernando, alguns sinais ajudam a identificar cada quadro. Na rinite, os sintomas mais comuns são espirros em sequência, coceira no nariz, olhos ou garganta, coriza transparente e congestão nasal. Já na sinusite costumam aparecer dor ou pressão na face, secreção nasal mais espessa, redução do olfato e sintomas que persistem mesmo após um resfriado.
O médico também faz um alerta importante: sentir dor na testa ou no rosto não significa, necessariamente, sinusite.
“Existem diversas doenças que podem causar dor facial, inclusive enxaqueca e a própria rinite alérgica. Por isso, o diagnóstico deve ser feito por avaliação médica“, explica.
Uma doença pode levar à outra?
Sim. Segundo o especialista, quando não é controlada adequadamente, a rinite pode favorecer o surgimento da sinusite. Isso acontece porque a inflamação provoca obstrução das vias responsáveis pela drenagem dos seios da face, aumentando o risco do desenvolvimento da rinossinusite.

O papel do alergista
Durante a entrevista ao Folha Saúde, Dr. Fernando destacou que o trabalho do alergista vai além da prescrição de medicamentos.
Além da avaliação clínica, o especialista pode realizar testes alérgicos capazes de identificar exatamente quais substâncias desencadeiam as crises. Com esse diagnóstico, é possível oferecer um tratamento individualizado para cada paciente.
Outro diferencial citado pelo médico é a imunoterapia com alérgenos, popularmente conhecida como “vacina para alergia“.
Segundo ele, trata-se do único tratamento capaz de modificar a evolução natural da doença alérgica, atuando diretamente sobre sua causa e proporcionando benefícios duradouros, além do controle dos sintomas.

Antibiótico nem sempre é necessário
Um dos maiores equívocos, segundo Dr. Fernando Aarestrup, é acreditar que toda sinusite precisa ser tratada com antibióticos.
Ele explica que a maioria dos episódios de rinossinusite tem origem viral e, nesses casos, o uso do medicamento não traz benefícios. Além disso, a utilização inadequada de antibióticos contribui para o aumento da resistência bacteriana e pode provocar efeitos adversos.
Quando procurar ajuda?
O especialista orienta que a avaliação com um alergista e imunologista deve ser feita quando os sintomas são frequentes, persistentes ou começam a prejudicar a qualidade de vida.
Pacientes que apresentam crises repetidas, dificuldade para dormir, queda no rendimento escolar ou profissional, ou suspeita de alergia devem buscar atendimento especializado para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento mais adequado.
Cinco sinais de que o nariz entupido pode ser alergia
- Espirros em sequência, principalmente pela manhã;
- Coceira no nariz, olhos ou garganta;
- Coriza transparente e abundante;
- Sintomas desencadeados por poeira, ácaros, mofo ou contato com animais;
- Crises repetidas ao longo do ano ou em determinadas épocas.
A entrevista completa com o Dr. Fernando Aarestrup está disponível no quadro Folha Saúde, nas redes sociais do Folha JF, que estreia levando informações sobre prevenção, diagnóstico e qualidade de vida para a população de Juiz de Fora.


