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27/11/2025
Matheus Brum
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Justiça dá 10 dias para Prefeitura explicar mau cheiro na região do Vila Ideal

Liminar determina apresentação de laudo técnico sobre origem, natureza e extensão da poluição odorífera próxima ao Matadouro Municipal
Mau cheiro no bairro Vila Ideal terá que ser explicado pela PJF
Moradores da Região Sudeste têm convivido com mau cheiro há cerca de 1 mês (Foto: Divulgação / PCMG)

A Justiça determinou que a Prefeitura de Juiz de Fora apresente, em 10 dias, um laudo técnico detalhado sobre o mau cheiro que atinge moradores da região do bairro Vila Ideal e do entorno do Matadouro Municipal. A decisão, assinada nesta quarta-feira (27/11), é da juíza Roberta Araújo de Carvalho Maciel e atende a uma ação popular movida pelo advogado Jonas Nunes. Caso o relatório não seja entregue, a multa prevista é de R$ 50 mil.

A magistrada ordena que o documento identifique “a origem, a natureza e a extensão da poluição odorífera, apontando as fontes emissoras”. A empresa Fripai Distribuidora de Carnes LTDA não é citada na determinação judicial.

Reclamações de mau cheiro há mais de um mês

Há cerca de um mês, moradores relatam um odor forte na região — descrito como cheiro de “carne queimada e podre”. Segundo as denúncias, o incômodo vem provocando náuseas, dores de cabeça e irritação nasal.

A situação levou ao ajuizamento da ação popular, na qual o autor aponta que o problema estaria relacionado às atividades do Matadouro e da Fripai.

O que diz a Prefeitura

A Prefeitura de Juiz de Fora informou que equipes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano com Participação Popular (SEDUPP) fiscalizaram a empresa nos dias 14 e 15 de novembro. Em nota, afirmou ter constatado “potencial odor na via lateral do imóvel”.

A administração municipal explica que, segundo a empresa, o mau cheiro ocorreu devido à liberação de gás sulfídrico, produzido na decomposição de matéria orgânica durante a manutenção da Estação de Tratamento de Efluentes, que passou por troca de equipamentos e ajustes operacionais. Ainda segundo a Fripai, estão sendo usados agentes químicos neutralizantes para reduzir o problema.

A Prefeitura destaca ainda que não foram identificados despejos irregulares em frente ao matadouro e que os resíduos seguem para tratamento antes de serem encaminhados ao Rio Paraibuna, conforme previsto pela licença ambiental.

A Fripai também se comprometeu a apresentar um laudo de eficiência do sistema de tratamento de efluentes. O monitoramento ambiental da empresa, entretanto, é de responsabilidade da Fundação Estadual de Meio Ambiente (FEAM), e a licença da companhia está válida até 2028.

A empresa não quis comentar o caso.

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