Momentos de fragilidade, como a internação de um familiar, têm sido explorados por criminosos em Juiz de Fora. Pelo menos dois casos recentes chamaram a atenção das autoridades e da população: golpistas se passaram por médicos para pedir transferências via PIX, alegando a necessidade de exames ou procedimentos urgentes que, segundo eles, não seriam cobertos pelo plano de saúde.
O caso foi destaque no G1 Zona da Mata e exibido no MG1 da TV Integração no último sábado (09), e envolve ocorrências no Hospital Monte Sinai e na Maternidade Therezinha de Jesus (HMTJ).
Como foi aplicado o golpe de falso médico em Juiz de Fora?
No Monte Sinai, um homem se apresentou como hematologista e diretor clínico, solicitando R$ 7 mil ao filho de uma paciente internada na UTI. O criminoso tinha informações detalhadas sobre o histórico médico da mulher, incluindo procedimentos cardíacos, o que reforçou a sensação de urgência. Durante quase uma tarde inteira, a família tentou reunir o valor, até que a fraude foi descoberta quando a irmã da paciente foi pessoalmente ao hospital e constatou que o suposto médico não trabalhava no local.
No HMTJ, a acompanhante de um idoso recebeu ligação informando uma suposta piora no quadro clínico e solicitando R$ 4,8 mil para a realização de um exame na medula óssea. A tentativa também foi frustrada antes que o pagamento fosse realizado.
As duas unidades reforçam que cobranças só são feitas presencialmente, com emissão de nota fiscal e em locais específicos dentro dos hospitais. A Polícia Civil informou que não localizou registros formais desses casos, mas orienta que as famílias procurem a delegacia e registrem boletim de ocorrência para que as situações sejam investigadas.



