Depois de desmarcar alegando falta de teto para pousar, Flávio Bolsonaro desembarcou em Juiz de Fora nesta quarta-feira (09/09). A princípio, não havia teto no Aeroporto da Serrinha. Mas, para evitar um novo cancelamento, o presidenciável do PL pousou no Aeroporto Regional da Zona da Mata, em Goianá. De carro, seguiu para a Serrinha onde cerca de 150 apoiadores o aguardavam desde o começo da manhã.
Antes de subir em um trio elétrico para puxar a motociata em direção ao Centro, no local onde seu pai Jair Bolsonaro, preso por tentativa de Golpe de Estado, sofreu uma facada em 2018, Flávio conversou com a imprensa.
Veja na íntegra a entrevista de Flávio Bolsonaro em Juiz de Fora
Imprensa: Terminou a recondução do Andrei Rodrigues para a PF. Como o senhor vê essa decisão? O senhor vai recorrer? O que que é possível ser feito nesse momento?
Flávio Bolsonaro: Não, eu não sou parte no processo, né? Mas tá todo mundo vendo que o ex-ministro do Lula, que é o Flávio Dino, ele não tem processo para julgar, ele tem causa para defender, que é a causa do Lula. O Brasil virou uma várzea com o que tá acontecendo. Perderam qualquer pudor de tomar decisões com precedentes no Supremo contra a Constituição para se protegerem, né? Então é obviamente que todas as decisões estão sendo tomadas, ainda mais essa do Flávio Dino da forma que foi, é claro que é para tentar interferir em eleições, né? Mas não adianta, a gente tá aqui e fazendo a nossa parte. Por isso que eu digo que em tudo que tá acontecendo em Brasília, o Brasil tá sem comando, o Brasil tá sem presidente e o Brasil precisa de um presidente que é Flávio Bolsonaro para reorganizar as instituições, para indicar ministros e ministras para o Supremo Tribunal Federal que possam de verdade voltar a falar dentro do processo e sem usar o seu poder para perseguir opositores políticos.
Imprensa: Faltando menos de um mês pro final da campanha do primeiro turno, como o senhor avalia essa campanha até agora? Qual tem sido a reação dos eleitores e as principais propostas?
Flávio: Olha, a reação tem sido excepcional. As pesquisas mostram isso, né? As pesquisas mostram isso. Tradicionalmente, quem ganha em Minas ganha no Brasil. Então hoje, mais uma pesquisa aí — que não é a pesquisa ligada à gente, é o contrário, pesquisas que têm mais vinculação para lá — dando três pontos já de vantagem em Minas Gerais no segundo turno. Então isso obviamente para mim é motivo de alegria. O 7 de Setembro foi uma grande festa da democracia e a gente quer ganhar nas urnas, ao contrário do nosso adversário que parece tá querendo a todo momento ganhar no tapetão, instrumentalizando uma Polícia Federal para perseguir seus opositores políticos. Mas a população tá enxergando. Quem aguenta mais 4 anos com esse caos instalado pelo Lula? O que tá acontecendo no Brasil é responsabilidade do Lula. Alguém que não conseguiu conquistar sua base dentro do Congresso para poder aprovar as medidas, recorre ao Supremo Tribunal Federal, indica seu ex-ministro da Justiça e seu próprio advogado para armarem uma farsa contra Bolsonaro e agora estão promovendo todo esse caos aí, dando canetada completamente ao arrepio do que diz a Constituição e do que diz a lei. Eu espero sinceramente que o presidente do Supremo, Edson Fachin, imediatamente hoje ainda tome alguma decisão, começando por suspender essa liminar dada por Flávio Dino e convoque imediatamente uma sessão plenária para que se decida sobre essas questões que estão abertas de forma pública, aberta e transparente, porque o Brasil precisa saber que quem tem que resolver as eleições é o povo brasileiro, não é o Supremo.
Imprensa: Em relação à sua presença aqui e às chuvas fortes deste ano
Flávio: É diferente do que fez o Lula, né, que mais uma vez virou as costas para o pessoal da Zona da Mata e aqui em Minas Gerais, como fez também no Rio Grande do Sul após as grandes tragédias que atingiram lá. E nós aqui temos uma proposta de verdade de criar um — criar não, já existe um fundo que precisa de verdade ser colocado em prática, já tem fontes de receita para que em momentos como esse de tragédia imediatamente os recursos possam ser liberados para os itens de primeira necessidade. As cidades precisam ter seus planos diretores e estruturas formadas para essa hora de emergência, locais para onde possam ser deslocadas as pessoas que perderam seus imóveis, vítimas de enchente, de deslizamentos. Temos que continuar investindo em tecnologia para prever com mais segurança e previsibilidade chuvas fortes, por exemplo. Tem que haver um trabalho aí municipal também para retirar pessoas que moram em áreas de alto risco de deslizamento. Então assim, é um trabalho em conjunto, Defesa Civil de verdade, uma área que tem que ser feita e pensada com a principal palavra que é integração entre municípios, estados e Governo Federal. Da minha parte assim vai ser.
Imprensa: Candidato, em relação à sua presença aqui em Juiz de Fora, que é uma cidade simbólica pro seu pai, e Minas Gerais, que é realmente o estado que define as eleições
Flávio: É, para mim é sempre um momento de reflexão e eu pretendo agora fazer um trajeto junto com os nossos aliados aqui, com o povo que tá ao nosso lado, para que eu possa completar o trajeto que meu pai não conseguiu completar. Então vocês se preparem aí para essas imagens fortes, que eu pretendo passar pelo mesmo local, mas, diferente do meu pai, conseguir chegar até o final e poder me dirigir ao povo mineiro e ao povo de Juiz de Fora em agradecimento por todo o carinho que sempre tiveram com o presidente Bolsonaro e por ser um local que nós consideramos o segundo nascimento do presidente Bolsonaro. Então vamos lá, vamos segurar a emoção, mas falar de muita coisa e proposta de importância pro Brasil aqui.