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09/09/2025
Matheus Brum
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Comerciantes do Mercado Municipal de Juiz de Fora protestam contra custos altos e cobram diálogo com a Prefeitura

Permissionários afirmam que aluguel e condomínio inviabilizam os negócios. PJF promete reuniões semanais para escuta e soluções
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Imagem: Divulgação / PJF

Os comerciantes do Mercado Municipal de Juiz de Fora se mobilizam contra o que consideram altos custos para manter os boxes em funcionamento e a falta de apoio efetivo da Prefeitura. Segundo eles, o aluguel e o condomínio pesam no orçamento e comprometem a sustentabilidade dos negócios, o que já teria levado ao fechamento de algumas lojas.

A presidente da nova associação de comerciantes, Renata Negromonte, permissionária do box da Cooperativa de Agricultura Familiar, afirma que o cenário é preocupante.

“Condomínio muito alto e PJF não ajuda na divulgação. Não consegue diálogo com a Prefeitura, ou vem com resposta de que vão resolver, mas não resolve”, disse.

Custos elevados e dificuldade em manter os boxes no Mercado Municipal de Juiz de Fora

Renata explica que, no caso da cooperativa que lidera, os valores mensais chegam a R$ 4,5 mil, sendo R$ 1,5 mil de aluguel e R$ 3 mil de condomínio. Os preços, definidos em edital, variam conforme o tamanho do espaço.

“Não tem venda. Aluguel caro, condomínio caro. Cerca de seis lojas já fecharam”, relatou.

Além disso, a comerciante critica o funcionamento do estacionamento do Mercado, administrado por uma empresa privada.

“O estacionamento foi licitado, mas a empresa (do Mato Grosso) não ajuda. Cobram de todo mundo, não tem um valor mínimo para ter isenção. Conversamos, mas eles não querem mudar”, apontou.

Permissionários se unem em busca de melhorias

De acordo com Renata, a situação levou à criação de uma nova associação de lojistas, composta por 12 integrantes e com adesão da maioria dos permissionários. Ela vai assumir a presidência da entidade.

Para pressionar a Prefeitura, os comerciantes programaram uma manifestação nesta terça-feira (09/09), entre 9h e 10h da manhã, no próprio Mercado Municipal.

“Vamos fechar o mercado por uma hora para mostrar nossa insatisfação e cobrar soluções”, disse a presidente da associação.

Posição da Prefeitura de Juiz de Fora

Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) informou que acompanha a situação e que já iniciou um processo de diálogo. A gestão afirmou que, na última segunda-feira (08/09), se reuniu com representantes dos permissionários e que a partir da próxima semana serão realizados encontros semanais e formais para tratar das demandas dos comerciantes.

“A intenção é criar um canal permanente de escuta, que permita o encaminhamento das demandas e contribua para fortalecer os negócios e as condições de trabalho dos comerciantes, garantindo a vitalidade do Mercado Municipal e o atendimento de qualidade à população de Juiz de Fora”, diz a nota.

A Prefeitura também destacou que os valores de aluguel e condomínio foram estabelecidos nos processos licitatórios e apresentou um levantamento do espaço: atualmente, são 64 lojas e boxes disponíveis, com 13 fechados e 2 em fase de projeto de abertura, o que representa cerca de 20% de espaços sem uso.

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