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Policial federal de Juiz de Fora vira réu no STF por envolvimento em tentativa de golpe de Estado

Marcelo Araújo Bormevet é acusado de integrar grupo que espalhava desinformação e monitorava ilegalmente autoridades para manter Bolsonaro no poder
Policial federal de juiz de fora virou réu no STF
Marcelo Bormevet integrava núcleo de desinformação, segundo STF (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

O policial federal de Juiz de Fora, Marcelo Araújo Bormevet, virou réu no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (06/05) por envolvimento na tentativa de golpe de Estado que buscava manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder após as eleições de 2022. A decisão foi unânime entre os ministros da Primeira Turma do STF, composta por Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Marcelo Bormevet é acusado de integrar um grupo criminoso responsável por operações estratégicas de desinformação, monitoramento ilegal de autoridades e uso irregular de sistemas da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão no qual atuou como servidor público.

Além de Bormevet, outros seis homens também foram denunciados e agora respondem como réus no processo:

  • Ailton Gonçalves Moraes Barros, ex-major da reserva do Exército
  • Ângelo Martins Denicoli, major da reserva do Exército
  • Carlos César Moretzsohn Rocha, engenheiro e presidente do Instituto Voto Legal
  • Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente do Exército
  • Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel do Exército
  • Reginaldo Vieira de Abreu, coronel da reserva do Exército

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), o grupo teria disseminado notícias falsas contra o sistema eleitoral e realizado ataques digitais a instituições públicas e autoridades, com o objetivo de desestabilizar o processo democrático e criar as condições para um golpe de Estado.

Policial federal de Juiz de Fora integrava estrutura de desinformação, diz STF

A denúncia foi aceita por unanimidade. Em sua decisão, o relator Alexandre de Moraes afirmou que as provas apresentadas pela PGR justificam a abertura da ação penal. O ministro destacou que o grupo atuava de forma organizada e sistemática: Há indícios claros de que os denunciados atuaram em uma estrutura voltada à desinformação e sabotagem das instituições democráticas”, afirmou Moraes.

Com a decisão, o processo entra na fase de instrução. Agora, os réus terão direito de apresentar alegações finais e serão ouvidos pelas autoridades competentes. Após esta etapa, o processo segue para julgamento definitivo no próprio STF, que decidirá se cada acusado será condenado ou absolvido. Mesmo após esse julgamento, recursos poderão ser apresentados.

O Folha JF não conseguiu contato com a defesa de Marcelo Bormevet. Assim que se posicionar, o texto será atualizado.

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