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01/09/2026
Matheus Brum
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40 dias após Justiça decretar prisão preventiva, ex-monitor acusado de estupro de vulnerável segue foragido

André da Silva Moraes Júnior é acusado de ter cometido crime com pelo menos 2 vítimas, em São João Nepomuceno
monitor de escola cívico-militar é denunciado por se relacionar com crianças e adolescentes São João Nepomuceno
Divulgação / Prefeitura de São João Nepomuceno

Segue foragido André da Silva Moraes Júnior, de 22 anos. Ex-monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, ele é acusado de ter cometido estupro de vulnerável ao se relacionar com crianças que estudavam na escola.

O caso foi revelado em primeira mão pelo Folha JF em julho deste ano. O Folha JF teve acesso a dois boletins de ocorrência registrados por familiares de adolescentes que relatam situações envolvendo o profissional.

O primeiro registro foi feito em maio. Segundo o boletim, a mãe de uma adolescente de 12 anos procurou a polícia após encontrar conversas e fotografias da filha com o monitor. Conforme o relato, também foram localizadas mensagens nas quais o homem incentivaria a adolescente a desobedecer os pais e fazia comentários ofensivos sobre a mãe da menina.

Ainda de acordo com o boletim, a adolescente relatou à família que teria mantido relacionamento, inclusive sexual, com o investigado. A partir da denúncia, a Polícia Civil iniciou a apuração do caso.

No começo de julho, um segundo boletim de ocorrência foi registrado. Segundo o documento, o pai de uma menina de 11 anos encontrou conversas entre a filha e o monitor por meio de uma rede social. Nas mensagens, o homem demonstraria interesse em se encontrar sozinho com a criança.

O pai também relatou ter encontrado registros de envio de fotos em modo de visualização única em conversas realizadas pelo WhatsApp, fato que aumentou suas suspeitas e motivou o registro da ocorrência.

Monitor foi denunciado e teve prisão preventiva decretada

Em meados de julho, o Ministério Público denunciou André pelos crimes de estupro de vulnerável, aliciar, assediar, instigar ou constranger criança com finalidade libidinosa, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente, além de descumprimento de medida protetiva.

No dia 22 de julho, a Justiça decretou a prisão preventiva de André. Na decisão, o magistrado afirma que há indícios suficientes da prática dos crimes e destaca que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública, proteger a vítima e evitar a reiteração criminosa.

No entanto, passados 40 dias desde que a prisão foi decretada, André da Silva Moraes Júnior segue foragido.

“O caso foi relatado e concluído com indiciamento do envolvido no mesmo mês do ocorrido. O autor se encontra foragido”, informou a Polícia Civil.

Qualquer informação sobre o paradeiro de André pode ser enviada à PC através do telefone 181.

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