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15/07/2026
Matheus Brum
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MP denuncia ex-monitor de Escola Cívico-Militar de São João Nepomuceno por crimes sexuais contra crianças e adolescentes

Caso tramita sob sigilo judicial. Ministério Público também analisa outras denúncias envolvendo o ex-servidor da rede municipal
monitor de escola cívico-militar é denunciado por se relacionar com crianças e adolescentes São João Nepomuceno
Divulgação / Prefeitura de São João Nepomuceno

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou à Justiça o ex-monitor da Escola Municipal Cívico-Militar Três Marias, em São João Nepomuceno, investigado por supostos crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

A informação foi confirmada pelo próprio Ministério Público, que informou ter oferecido denúncia formal contra o investigado. Como o caso envolve vítimas menores de idade, o procedimento corre sob sigilo judicial e, por isso, os detalhes não foram divulgados.

Segundo apuração do Folha JF, o ex-monitor foi denunciado por pelo menos três crimes: estupro de vulnerável, aliciar, assediar, instigar ou constranger criança com a finalidade de praticar ato libidinoso, além de descumprimento de medida protetiva. Somadas, as penas previstas para esses crimes podem ultrapassar 30 anos de prisão, em caso de condenação.

Outras denúncias contra ex-monitor seguem em análise

Além da denúncia já apresentada à Justiça, o Ministério Público analisa pelo menos outros três relatos envolvendo o ex-monitor.

O caso começou a ganhar repercussão após pais procurarem as autoridades relatando supostos relacionamentos e conversas de teor inadequado entre o investigado e adolescentes. O Folha JF teve acesso a boletins de ocorrência que apontam suspeitas envolvendo alunas da própria escola onde ele trabalhava.

Em nota, o Ministério Público informou que não pode fornecer mais informações sobre o andamento do processo justamente por se tratar de um caso envolvendo crianças e adolescentes.

Caso corre sob sigilo

Por força da legislação brasileira e das regras de proteção à infância e adolescência, a identidade do investigado não pode ser divulgada pelo Folha JF.

A Prefeitura de São João Nepomuceno já havia informado anteriormente que o homem era contratado e não servidor efetivo. Segundo o município, ele foi desligado da Secretaria Municipal de Educação após as primeiras reclamações e a administração municipal vem colaborando com as investigações.

O caso segue sendo acompanhado pelas autoridades.

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