A Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) recebe entre os dias 1º e 3 de junho uma programação com a presença da ativista visual Zanele Muholi, referência internacional na fotografia contemporânea. A visita inclui uma palestra aberta ao público e um workshop formativo voltado a estudantes e interessados em fotografia, em uma iniciativa que busca discutir o papel da imagem na construção de narrativas sociais e identitárias.
A atividade integra um projeto cultural desenvolvido em parceria entre coletivos acadêmicos e instituições ligadas ao audiovisual e às artes visuais, reunindo pesquisadores e artistas em uma programação que propõe o diálogo entre arte, educação e direitos humanos. A iniciativa também marca uma das primeiras ações do tipo realizadas na cidade com foco na formação prática em fotografia a partir da perspectiva de uma artista de projeção global.
A abertura da programação acontece no dia 1º de junho, com uma palestra no campus da UFJF, em Juiz de Fora, em que a artista apresenta reflexões sobre o uso da fotografia como ferramenta de registro, memória e expressão de identidades historicamente marginalizadas. A atividade é gratuita e aberta ao público, com entrada sujeita à lotação do espaço.
Nos dias seguintes, a programação segue com um workshop voltado à formação prática em fotografia, com duração de dois dias. A proposta é trabalhar a linguagem visual como instrumento de observação e construção de narrativas pessoais e coletivas, estimulando os participantes a explorarem a própria realidade por meio da imagem.
As inscrições foram abertas ao público e contemplam uma seleção de participantes para o número limitado de vagas. O processo também prevê reserva para grupos sub-representados, como pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e mulheres, reforçando o caráter inclusivo da iniciativa.
UFJF recebe programação que articula arte, identidade e formação visual
Reconhecida internacionalmente, Zanele Muholi é uma das principais referências contemporâneas na fotografia documental e autoral. Sua trajetória é marcada pela produção de imagens que abordam temas ligados à identidade, representação e direitos humanos, com destaque para a vivência de comunidades negras e LGBTQIAPN+.
Ao longo da carreira, a artista acumulou premiações e reconhecimento em instituições internacionais de arte e fotografia, consolidando-se como uma das vozes mais influentes na discussão sobre representação visual no cenário global.
A passagem por Juiz de Fora insere a cidade em uma rota de eventos voltados à formação artística e à discussão sobre imagem e sociedade, ampliando o acesso a experiências formativas que aproximam o público local de nomes relevantes da arte contemporânea mundial.