Em Juiz de Fora, o Hospital Regional João Penido da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) passou a incorporar um novo recurso ao tratamento de pacientes com queimaduras atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade iniciou a distribuição de malhas compressivas durante o acompanhamento ambulatorial, etapa que ocorre após a alta hospitalar e que tem como foco a recuperação da pele e a prevenção de sequelas mais graves. A entrega é feita no próprio ambulatório especializado da instituição, durante consultas de retorno programadas ao longo do processo de reabilitação.
O uso do material faz parte de uma estratégia de continuidade do cuidado, já que muitos pacientes precisam manter o tratamento por semanas ou meses após a internação. Nesse período, a equipe multiprofissional acompanha a evolução das lesões e orienta o uso correto das malhas, que passam a integrar a rotina do paciente fora do ambiente hospitalar.
Recurso é incorporado ao acompanhamento pós-internação
As malhas são confeccionadas de forma individualizada, respeitando as medidas de cada paciente, e entregues em mais de uma unidade para permitir o uso alternado durante a higienização. A proposta é evitar interrupções no tratamento e garantir que a compressão sobre as áreas afetadas seja mantida de forma contínua, fator considerado importante no controle da cicatrização.
De acordo com a equipe responsável pelo atendimento, a compressão ajuda a organizar a formação do tecido em recuperação, reduz desconfortos comuns nesse tipo de lesão e contribui para reduzir alterações na pele ao longo do processo de regeneração. O acompanhamento no ambulatório também inclui a troca de curativos e avaliações periódicas, ajustando a conduta conforme a resposta clínica de cada caso.
O hospital é referência para uma população de aproximadamente 1,7 milhão de habitantes na região e atende casos de média e alta complexidade, incluindo queimaduras, traumas e outras condições que exigem cuidados especializados. Com a inclusão das malhas compressivas no fluxo de atendimento pelo SUS, a unidade reforça a etapa de reabilitação como parte essencial do tratamento, que não termina na internação.