Uma nova decisão da Justiça mudou o rumo da recuperação judicial do Tupi. O Tribunal de Justiça de Minas Gerais concedeu efeito suspensivo a um recurso e determinou a suspensão do plano de recuperação, o que inclui a paralisação da venda do Estádio Salles de Oliveira.
A decisão foi assinada pelo desembargador Alberto Vilas Boas, no dia 16 de abril de 2026, após recurso da empresa ACTS do Brasil Ltda., uma das principais credoras do clube.
Dívida do Tupi com a ACTS é de 2019
A dívida com a ACTS remonta a 2019, quando a empresa emprestou cerca de R$ 600 mil ao Tupi para viabilizar a disputa do Campeonato Mineiro. Sem pagamento, o valor cresceu e hoje já passa de R$ 3 milhões, sendo um dos pontos centrais da disputa judicial.
Segundo o magistrado, há indícios de falhas na decisão que homologou o plano, principalmente por não analisar o direito da empresa — que detém cerca de 40% dos créditos da classe — de pedir a convocação de assembleia de credores.
Na prática, a Justiça viu risco de dano irreversível, já que o plano permitiria a venda de ativos do clube. “É prudente o deferimento do efeito suspensivo para obstar a execução do plano”, diz trecho da decisão.