A Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei que autoriza a contratação de um financiamento junto à Caixa Econômica Federal para viabilizar as obras de contenção e reconstrução da Estrada Engenheiro Gentil Forn. O texto foi protocolado nesta quarta-feira (8) e prevê um investimento total de aproximadamente R$ 91 milhões, somando recursos financiados e contrapartida do município. A medida representa um novo passo para a recuperação de uma das principais ligações entre a região central e a Cidade Alta, interditada desde o desastre provocado pelas fortes chuvas de fevereiro.
Pela proposta, cerca de R$ 86,4 milhões serão obtidos por meio de financiamento, enquanto a Prefeitura deverá aportar aproximadamente R$ 4,5 milhões como contrapartida. O projeto ainda depende da aprovação dos vereadores para que o Executivo possa formalizar a operação de crédito e dar sequência aos procedimentos necessários para a execução das obras.
Financiamento altera prioridades de investimentos
O encaminhamento do projeto foi apresentado durante uma reunião entre o Executivo e parlamentares realizada na tarde de quarta-feira. Na ocasião, a administração municipal informou que a necessidade de reconstrução da Estrada Gentil Forn exigiu uma readequação das prioridades de investimento do município.
Com a nova operação de crédito, a Prefeitura informou que deixará de avançar, neste momento, com dois projetos que também seriam financiados por empréstimo: a requalificação das margens do Rio Paraibuna e a construção da quinta adutora da Cesama. Segundo o Executivo, a mudança ocorre em razão do caráter emergencial das intervenções na Gentil Forn, considerada estratégica para a mobilidade urbana de Juiz de Fora.
Apesar da alteração no planejamento, a administração municipal destacou que as ações voltadas à despoluição do Rio Paraibuna permanecem previstas e continuarão sendo executadas por meio de outras fontes de recursos.
Via permanece interditada desde as chuvas de fevereiro
A Estrada Engenheiro Gentil Forn está totalmente interditada desde o fim de fevereiro, quando as fortes chuvas que atingiram Juiz de Fora provocaram o rompimento de parte da pista e comprometeram a estabilidade da encosta. Desde então, o trecho permanece fechado por questões de segurança, após avaliações técnicas apontarem risco de novos deslizamentos.
Nos últimos meses, equipes da Prefeitura realizaram levantamentos topográficos, sondagens do solo e outras análises para definir a solução de engenharia mais adequada para a reconstrução da via. O bloqueio alterou a rotina de milhares de motoristas, que passaram a utilizar trajetos alternativos entre a região central e a Cidade Alta, aumentando o fluxo em outras vias do município.



