A atividade econômica de Minas Gerais apresentou crescimento na comparação anual no terceiro trimestre de 2025. Estimativas da Fundação João Pinheiro apontam que o Produto Interno Bruto do estado alcançou R$ 290,1 bilhões no período, resultado que representa aumento real de 1,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024.
Quando considerados os preços correntes, a variação foi mais intensa, com avanço de 6,8%. No acumulado de 2025, o desempenho da economia mineira ficou positivo em 1,6%. Já no intervalo de 12 meses encerrado em setembro, a alta real foi de 2,2%.
Agropecuária impulsionou o aumento do PIB
O desempenho do trimestre foi puxado principalmente pela agropecuária, que registrou alta de 11,3% em relação ao terceiro trimestre de 2024 e de 8,8% frente ao período imediatamente anterior. O crescimento está relacionado à maior produção de milho e sorgo, à expansão da atividade florestal voltada à celulose e à recuperação gradual da cadeia do leite. A colheita de café arábica, por outro lado, apresentou retração no período.
Indústria e serviços influenciam ritmo da economia
Apesar do crescimento em relação a 2024, o desempenho perdeu fôlego na comparação com o trimestre imediatamente anterior. Considerando a série com ajuste sazonal, o PIB estadual recuou 0,2%, movimento influenciado principalmente pela indústria.
O setor de serviços, responsável por cerca de dois terços da economia de Minas Gerais, apresentou comportamento desigual. Houve crescimento no transporte, com alta de 1,6%, e leve avanço na administração pública, de 0,3%. Já o comércio teve retração de 0,9%, com queda nas vendas de hipermercados, vestuário e materiais de construção, além da redução da população ocupada no segmento.
Em valores correntes, o Valor Adicionado Bruto no trimestre foi estimado em R$ 21,9 bilhões na agropecuária, R$ 74 bilhões na indústria e R$ 159,6 bilhões nos serviços. Com esse desempenho, Minas Gerais respondeu por 9% do Produto Interno Bruto nacional no terceiro trimestre de 2025. As estimativas são preliminares e poderão passar por revisões após a incorporação de novos dados do IBGE aos sistemas de contas regionais e trimestrais.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.