Um militar do Exército Brasileiro foi preso em flagrante pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (11), em Juiz de Fora, durante uma operação que investiga o armazenamento e o compartilhamento de arquivos com cenas de abuso sexual infantojuvenil. O mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa do suspeito, no bairro Benfica, onde os agentes encontraram centenas de fotos e vídeos relacionados ao crime.
Segundo a Polícia Federal, o investigado mantinha os arquivos armazenados em serviços digitais, incluindo o Google Photos, e também compartilhava parte do conteúdo por meio de uma rede social. Durante a operação, foram apreendidos um smartphone, um computador e dispositivos de armazenamento, que serão submetidos à perícia técnica para aprofundar as investigações.
O militar foi levado para a Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora, onde permaneceu à disposição da Justiça. A PF não informou a quantidade exata de arquivos apreendidos nem se há identificação de vítimas relacionadas ao material encontrado.
Material apreendido será analisado
A próxima etapa da investigação será a análise dos equipamentos recolhidos durante a operação. O objetivo é identificar a origem dos arquivos, verificar a existência de outros conteúdos ilícitos e apurar se há envolvimento de outras pessoas no compartilhamento do material.
Em nota divulgada à imprensa, o Exército informou que tomou conhecimento da ocorrência envolvendo um soldado de uma organização militar sediada em Juiz de Fora e que adotará as medidas administrativas previstas na legislação. A instituição também declarou que repudia qualquer prática criminosa e afirmou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Polícia Federal reforça alerta para famílias
Ao divulgar a prisão, a Polícia Federal voltou a alertar pais e responsáveis sobre a importância de acompanhar a rotina digital de crianças e adolescentes. A orientação é que haja diálogo frequente sobre os riscos presentes na internet, além da supervisão do uso de redes sociais, aplicativos e plataformas de comunicação.
A corporação também destacou que organismos internacionais têm adotado expressões como “abuso sexual de crianças e adolescentes” e “violência sexual contra crianças e adolescentes” em substituição a termos tradicionalmente utilizados na legislação. Segundo a PF, a mudança busca evidenciar a gravidade da violência sofrida pelas vítimas e reforçar o caráter criminoso dessas práticas.



