A Polícia Civil investiga uma terceira denúncia de assédio sexual envolvendo um funcionário do Hospital de Pronto Socorro (HPS) de Juiz de Fora. As denúncias foram feitas por três funcionárias da unidade, de 23, 41 e 50 anos, e apontam o mesmo homem, de 36 anos, como suspeito.
Segundo a Polícia Civil, os registros foram encaminhados para a 1ª Delegacia de Polícia Civil, no bairro São Mateus, onde já estão sendo realizadas diligências para apurar os fatos.
A denúncia mais recente foi registrada nesta segunda-feira (22/06). De acordo com o boletim de ocorrência, uma funcionária de 41 anos relatou que foi assediada pelo colega de trabalho durante o expediente na última sexta-feira (19/02).
A vítima informou à Polícia Militar que o homem teria se aproximado, dado um tapa e passado a mão em suas nádegas, além de fazer comentários de cunho sexual. Ainda segundo o relato, o suspeito retirou a camisa, puxou seus cabelos e continuou com as investidas mesmo após ela deixar o local. Uma testemunha teria presenciado parte da situação.
A mulher contou aos policiais que demorou alguns dias para registrar a ocorrência porque, inicialmente, sentiu pena do suspeito.
Outras denúncias envolvendo assédio no HPS
O caso se soma a outras duas denúncias registradas no último sábado, também envolvendo funcionárias do HPS.
Conforme os registros policiais, o suspeito teria tentado agarrar uma das vítimas e feito propostas de caráter sexual. Em relação à outra mulher, ele teria utilizado palavras de baixo calão, passado a mão em suas nádegas e retirado a camisa próximo a ela.
Segundo a Polícia Militar, uma supervisora da unidade informou que o funcionário já vinha apresentando comportamentos inadequados e importunando outras trabalhadoras há algumas semanas.
O suspeito não foi preso porque não estava mais no local quando as equipes policiais realizaram as diligências.
Prefeitura afirma que funcionário foi afastado
Em nota, a Prefeitura de Juiz de Fora afirmou que repudia qualquer forma de violência de gênero e discriminação.
O Executivo informou ainda que o profissional citado nas denúncias foi afastado de suas atividades desde o momento em que a primeira ocorrência foi registrada.
A Prefeitura acrescentou que segue acompanhando o caso e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. O Município também informou que vem cobrando da empresa terceirizada responsável pelo trabalhador a adoção das medidas cabíveis, incluindo o acolhimento das vítimas e o apoio à apuração dos fatos.
A Polícia Civil segue investigando as denúncias.



