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18/08/2026
Maria Angélica
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Operação Ícaros mira grupo criminoso com atuação em Juiz de Fora e Miraí

Ação do Ministério Público e forças de segurança cumpre 27 mandados e investiga grupo ligado ao Comando Vermelho por tráfico, armas, extorsão e tortura
Operação Ícaros mira grupo criminoso com atuação em Juiz de Fora e Miraí
Foto: Reprodução/MPMG

A Operação Ícaros prendeu 11 adultos e apreendeu dois adolescentes nesta terça-feira (18), durante uma ação contra um grupo criminoso investigado por atuação em Miraí e Juiz de Fora. Deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) da Zona da Mata, a operação cumpre 27 mandados judiciais para apurar crimes como organização criminosa, tráfico de drogas e armas, extorsão mediante sequestro e tortura.

Ao todo, são 11 mandados de prisão preventiva, dois de internação de adolescentes e 14 de busca e apreensão. Até a última atualização divulgada pelo MPMG, todos os adultos procurados haviam sido presos e os dois adolescentes foram apreendidos. Durante as diligências, também foram recolhidos três celulares, um drone, uma porção de crack, uma barra de maconha e uma balança de precisão.

Investigações apontam estrutura criminosa na região

Segundo o MPMG, as investigações identificaram uma estrutura criminosa instalada em Miraí e cidades da região, com participação de dezenas de pessoas e recrutamento de adolescentes. O grupo teria uma divisão de tarefas para manter as atividades, incluindo a aquisição e distribuição de drogas, circulação de armas e movimentação de dinheiro por meio de terceiros.

As apurações também apontam que os integrantes utilizavam estratégias de monitoramento das forças de segurança para manter a atuação criminosa. A liderança do grupo, conforme a investigação, estaria ligada a traficantes que cumprem pena na Penitenciária Professor Ariosvaldo Campos Pires, em Juiz de Fora.

Grupo é investigado por violência e ameaças

Além do tráfico e da circulação de armas, a investigação aponta o uso de violência para cobrar dívidas e punir integrantes ou pessoas que desobedecessem às determinações do grupo. Segundo o Ministério Público, foram identificadas práticas que funcionariam como uma espécie de “tribunal do crime”, com agressões e tortura.

Também foram apuradas ameaças contra policiais militares. A operação, que reúne Ministério Público e forças de segurança estaduais, mobilizou 72 policiais para o cumprimento das ordens judiciais em Juiz de Fora e Miraí. Participaram da ação equipes da Polícia Militar, incluindo o 68º Batalhão, a Rocca do 47º BPM e a Polícia Militar de Meio Ambiente, além da Polícia Civil e da Polícia Penal de Minas Gerais.

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