Erros identificados nos pagamentos de servidores da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) levaram o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sinserpu-JF) a convocar uma assembleia para a próxima segunda-feira (5), com indicativo de paralisação por 48 horas. A reunião será realizada às 9h, em primeira convocação, e às 9h30, em segunda, na sede da entidade, no Centro. A paralisação ainda depende de aprovação dos trabalhadores.
Segundo o Sinserpu-JF, a mobilização foi motivada por divergências encontradas nos pagamentos referentes à folha de setembro. A entidade afirma que os problemas não se limitam a uma situação específica e relata casos envolvendo diferenças nos salários, descontos considerados incorretos, atrasos e ausência de benefícios, além de promoções e progressões que não teriam sido incluídas nos vencimentos.
A convocação abrange servidores da Administração Direta e Indireta do município, incluindo trabalhadores da Funalfa, Demlurb, Procon e Museu Mariano Procópio. O sindicato também abriu um formulário para reunir relatos de servidores sobre possíveis inconsistências nos pagamentos e utilizar os dados no acompanhamento das ocorrências.
Prefeitura diz que trabalha para corrigir ocorrências
Em nota, a Prefeitura informou que está trabalhando para zerar os casos relacionados à folha de pagamento. Conforme a administração municipal, até o momento foram identificadas 65 possíveis ocorrências entre aproximadamente 12 mil servidores, o que corresponde a cerca de 0,54% do total.
A PJF também afirmou que mantém canais de diálogo para identificar e solucionar os problemas apresentados pelos trabalhadores.
O formulário disponibilizado pelo Sinserpu-JF permanecerá aberto até sexta-feira (9). De acordo com a entidade, os dados serão analisados nos dias 2, 5, 7 e 9 de outubro e posteriormente encaminhados ao setor responsável para subsidiar as tratativas sobre os pagamentos.
Caso a paralisação seja aprovada na assembleia, o sindicato prevê a suspensão das atividades por 48 horas a partir da deliberação da categoria. A entidade afirma que os serviços considerados essenciais deverão manter o funcionamento nos percentuais previstos na legislação.