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11/12/2025
Anderson Narciso
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Minas enfrenta falta de mão de obra formal apesar de baixa no desemprego

Falta de mão de obra formal e avanço da informalidade preocupam setores em Minas; ALMG debate saídas.
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Imagem: Freepik.

Apesar da menor taxa de desemprego da série histórica no Brasil — 5,6%, segundo o IBGE —, Minas Gerais enfrenta um paradoxo: setores essenciais da economia têm dificuldade crescente para preencher vagas formais, enquanto a informalidade segue alta entre trabalhadores ocupados. A preocupação motivou uma audiência pública, nesta terça-feira (9/12/25), na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da ALMG.

O encontro, solicitado pelo deputado Mauro Tramonte (Republicanos), reuniu representantes do governo, do setor produtivo e de entidades trabalhistas, que discutiram estratégias para fortalecer o emprego com carteira assinada. Dados apresentados chamaram atenção:

57% das ocupações do comércio registram escassez de mão de obra;
71% das empresas da construção civil enfrentam dificuldades de contratação;
• Hotéis e restaurantes relatam déficit de pessoal.

Para Tramonte, a informalidade é hoje um dos maiores entraves ao crescimento do país. “Sem proteção previdenciária e estabilidade, milhões de famílias ficam desamparadas”, destacou.

Por que falta mão de obra formal em Minas?

Representantes da Associação Mineira de Supermercados (Amis) e do governo estadual apontaram que parte da informalidade pode estar relacionada ao fortalecimento dos programas assistenciais, que, somados a atividades informais, oferecem renda superior a empregos formais com salários baixos. Segundo a Amis, 94 milhões de brasileiros dependem de benefícios sociais, e seria necessário criar uma “porta de saída” que incentive a formalização.

A audiência também destacou a mudança geracional como fator-chave. Jovens da geração Z estão menos interessados no modelo tradicional de trabalho, priorizando flexibilidade, autonomia e recusa a estruturas rígidas. Esse comportamento explica o crescimento de atividades autônomas via aplicativos, embora apenas 30% dos trabalhadores de plataformas contribuam para o INSS, segundo o Ministério do Trabalho.

O superintendente Carlos Calazans alertou para um possível colapso futuro: informalidade elevada hoje significa menos arrecadação previdenciária e risco de inviabilidade de aposentadorias.

Outro ponto crítico é a falta de qualificação profissional, que limita o acesso a empregos formais. O governo destacou programas como Trilhas de Futuro, Minas Forma e Trajeto Moda, que ampliam capacitação técnica gratuita para jovens e pessoas vulneráveis.

Mauro Tramonte concluiu defendendo maior articulação entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil para enfrentar o problema e fortalecer o mercado formal em Minas Gerais.

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