Uma médica de 36 anos registrou um boletim de ocorrência em Uberaba, no Triângulo Mineiro, após descobrir que seu carimbo profissional e sua assinatura estariam sendo usados de forma indevida para falsificar atestados médicos em seu nome em Juiz de Fora. Até o momento, três documentos foram identificados, com datas entre dezembro de 2025 e agosto de 2026 e referências a atendimentos que, segundo a profissional, não foram realizados por ela.
Os atestados apresentam afastamentos de diferentes períodos. O primeiro é datado de 23 de dezembro de 2025 e indica 15 dias de afastamento. O segundo teria sido emitido em 29 de abril deste ano, com recomendação de dois dias, enquanto o terceiro tem data de 3 de agosto e prevê dez dias de afastamento.
Atestados citam UBS e HPS
De acordo com o registro policial, os documentos fazem referência a unidades de saúde de Juiz de Fora, como a UBS Teixeiras e o Hospital de Pronto Socorro (HPS), como se os atendimentos tivessem sido realizados nesses locais pela médica.
A profissional informou à polícia que não autorizou a emissão dos atestados e que não trabalha em Juiz de Fora desde março de 2026. Ela também declarou que nunca exerceu atividade profissional ou teve vínculo com o HPS.
A médica afirmou ainda que possui fotografias dos documentos identificados. O material deverá ser utilizado na apuração, que foi encaminhada à Polícia Civil.
A emissão ou utilização de atestado médico falso pode configurar crime. Quando o documento falsificado utiliza o timbre de uma instituição pública, a prática pode ser enquadrada como falsificação de documento público, cuja pena prevista é de dois a seis anos de reclusão, além de multa.


