A Zona da Mata mineira enfrentou um cenário de seca extrema ao longo de 2025, segundo levantamento do Laboratório de Análise e Processamento de Imagens de Satélite (Lapis). A análise indica que a região esteve entre as áreas do país classificadas em condição de seca excepcional, o nível mais severo do monitoramento.
O estudo utilizou imagens de satélite comparadas com a média histórica de precipitação para identificar as áreas mais impactadas pela falta de chuva. Além da Zona da Mata, o levantamento aponta que outras regiões também enfrentaram situação semelhante, como a região metropolitana e serrana do Rio de Janeiro, parte do Sul de Minas, o Leste e o Triângulo Mineiro.
Levantamento aponta seca extrema e escassez hídrica em 2025
De acordo com o meteorologista Humberto Barbosa, fundador do Lapis, 2025 foi marcado por desafios complexos relacionados à escassez de água em todo o Brasil. Segundo ele, tanto secas localizadas quanto de maior abrangência tiveram impacto direto no abastecimento de água e na produção agrícola.
O especialista explica que a atuação do fenômeno La Niña contribuiu para agravar a vulnerabilidade hídrica em diferentes áreas do território nacional. “Secas pontuais e sistêmicas impactam no abastecimento de água e na agricultura”, afirmou.
Impactos se estendem ao abastecimento e à agricultura
O levantamento também indica que a ocorrência de secas mais severas em regiões onde esse tipo de evento não era comum reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura e em práticas mais eficientes de gestão dos recursos hídricos.
Entre as principais consequências estão a queda nos níveis dos reservatórios e o aumento da demanda por irrigação, o que amplia os desafios enfrentados pelo setor agrícola e pode comprometer a segurança hídrica em médio e longo prazo.
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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.