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19/01/2026
Maria Angélica
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Justiça Militar de Juiz de Fora condena coronel reformado por incitação e difamação

Militar da reserva foi sentenciado por publicações em redes sociais após as eleições de 2022. Defesa já recorreu ao Superior Tribunal Militar
Justiça Militar de Juiz de Fora condena coronel reformado por incitação e difamação
Foto: Ernandes Ferreira/CMBH

A Justiça Militar de Juiz de Fora condenou o coronel reformado do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a dois anos de reclusão e dez meses de detenção por crimes previstos no Código Penal Militar. A decisão foi proferida pelo Conselho Permanente de Justiça, que considerou caracterizadas as condutas de incitação à quebra da hierarquia militar, ofensa às Forças Armadas e difamação do comando do Exército.

Segundo o Ministério Público Militar (MPM), os crimes ocorreram após as eleições de 2022, quando o coronel publicou vídeos em redes sociais com críticas às Forças Armadas e ao então comandante do Exército, general Tomás Paiva. Em uma das gravações, Caçadini de Vargas afirmou que as Forças Armadas teriam “traído o povo brasileiro” por não impedirem a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por não aderirem aos atos de 8 de janeiro de 2023.

Em outro vídeo citado no processo, o coronel reformado classificou o comandante do Exército como “omisso” e “traidor”, alegando que ele colocaria interesses pessoais acima dos interesses institucionais, abandonando valores como patriotismo e ética militar. Para o MPM, as declarações extrapolaram o direito à manifestação de opinião e configuraram ataque direto à hierarquia e à disciplina, pilares das Forças Armadas.

Defesa do coronel recorre ao STM

Em nota, a defesa de Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas informou que já interpôs recurso de apelação ao Superior Tribunal Militar (STM) e declarou inconformismo com a decisão da Justiça Militar de Juiz de Fora. Segundo os advogados, há expectativa de reversão da condenação nas instâncias superiores.

Também por meio de nota, o Exército Brasileiro informou que o coronel está na reserva desde 2002 e reforçou que a instituição não compactua com condutas ilegais ou contrárias à ética e aos valores militares.

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Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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