O estado de saúde do jovem de 25 anos resgatado durante um incêndio residencial no bairro Ipiranga, em Juiz de Fora, foi atualizado pela Secretaria de Saúde nesta quinta-feira (18). Segundo a pasta, o paciente sofreu queimaduras em aproximadamente 60% da superfície corporal, encontra-se sedado e permanece internado em estado grave no Hospital de Pronto Socorro (HPS).
A atualização encerra uma divergência de informações registrada ao longo do dia. Na madrugada, o Corpo de Bombeiros informou que a vítima apresentava queimaduras em cerca de 60% do corpo, além de sinais sugestivos de lesão térmica nas vias aéreas causadas pela exposição à fumaça e ao calor. Já pela manhã, uma nota divulgada pelo Samu indicava que o paciente teria sofrido queimaduras em 100% da superfície corporal.
No fim da tarde, porém, a Secretaria de Saúde confirmou que a extensão das queimaduras corresponde a aproximadamente 60% do corpo, alinhando-se à avaliação inicial realizada pelos bombeiros no local da ocorrência.
Incêndio aconteceu durante a madrugada
O incêndio foi registrado por volta de 1h15 em uma residência localizada na Rua Uacari Preto, no bairro Ipiranga. O Corpo de Bombeiros foi acionado após relatos de que havia uma pessoa presa dentro do imóvel.
Ao chegarem ao local, os militares receberam informações da Polícia Militar e de moradores de que um dos residentes ainda permanecia no interior da casa. Durante a operação de busca, a vítima foi encontrada no corredor de acesso ao banheiro, apresentando desorientação, dificuldade respiratória e queimaduras graves.
Após o resgate, o jovem recebeu atendimento pré-hospitalar ainda no local e foi encaminhado ao HPS por uma Unidade de Suporte Avançado (USA) do Samu.
Moradores relataram cheiro de gás
Segundo os bombeiros, a residência era ocupada por três pessoas. Dois moradores conseguiram deixar o imóvel sem ferimentos, enquanto o jovem ficou isolado dentro da casa devido à rápida propagação das chamas e da fumaça.
Os militares também realizaram o combate ao incêndio, o rescaldo da área atingida e uma varredura completa para descartar a existência de outras vítimas.
Moradores informaram que haviam percebido odor característico de gás de cozinha (GLP) horas antes do incêndio. No entanto, as causas do sinistro ainda serão investigadas pelas autoridades competentes.
A Defesa Civil também foi acionada para avaliar as condições estruturais do imóvel após o incêndio.



