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24/08/2026
Matheus Brum
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6 meses após tragédia, Juiz de Fora ainda tem 47 ruas interditadas; Margarida diz que cidade retomou funcionamento normal

Prefeita afirma que efeitos das chuvas de fevereiro ainda persistem e cita compra assistida, Morro do Cristo e problemas de mobilidade entre os desafios
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Imagem: Instagram

Seis meses após a tragédia climática que atingiu Juiz de Fora, a cidade ainda tem 47 ruas interditadas e enfrenta problemas pontuais provocados pelas chuvas de fevereiro. O balanço foi apresentado pela prefeita Margarida Salomão (PT) durante coletiva de imprensa sobre os seis meses do desastre.

Segundo Margarida, apesar das pendências, Juiz de Fora conseguiu superar a situação de caos registrada nos primeiros dias após as chuvas. A prefeita comparou o cenário atual com o encontrado há seis meses, quando centenas de vias estavam bloqueadas e metade da frota do transporte coletivo estava fora de circulação.

“Nós avançamos muito. Eu estava considerando os dados de exatamente seis meses atrás e, seis meses atrás, nós estávamos com 685 ruas interditadas. 50% da frota de ônibus estava fora de uso. Quer dizer, a situação de caos total.”

Atualmente, segundo a prefeita, permanecem 47 ruas interditadas. Parte das restrições está relacionada, inclusive, à necessidade de demolição de imóveis atingidos pelas chuvas.

“Hoje, é óbvio, vocês sabem disso, vocês estão andando na cidade, vocês têm situações de crise focais, mas a cidade está recuperada no seu funcionamento normal”, afirmou.

Problemas de mobilidade ainda persistem, reconhece Margarida Salomão

Apesar da redução significativa das interdições, Margarida reconheceu que alguns pontos ainda causam impactos importantes para a população.

Entre os locais citados pela prefeita estão a região do Gentil Forn e a Avenida Olavo Bilac, na Curva da Miséria.

“Mesmo nós superando, digamos, essa primeira fase da tragédia, você ainda tem situações como do Gentil Forn, que comprometem seriamente a mobilidade da cidade. Você tem situações como da Avenida Olavo Bilac, na Curva da Miséria, que comprometem seriamente a mobilidade da cidade.”

As intervenções nesses pontos fazem parte das pendências que ainda permanecem seis meses depois do desastre.

Compra Assistida chega a 30% das famílias habilitadas

Outro ponto abordado durante a coletiva foi a situação das famílias que perderam suas casas e estão sendo atendidas pelo programa Minha Casa, Minha Vida – Compra Assistida.

Segundo Margarida, 30% das famílias habilitadas já estão em condições de assinar os contratos para aquisição de uma nova moradia.

A prefeita avaliou o percentual como um avanço diante do prazo transcorrido desde a tragédia, mas reconheceu que a maior parte do trabalho ainda precisa ser concluída.

“Nós chegamos nesse momento a 30% das famílias habilitadas já em condições de assinar os contratos da compra assistida. É um grande avanço nós pensarmos no prazo em que isso está acontecendo, mas significa que nós ainda temos muita coisa a fazer até o final do ano.”

Prefeitura mantém decreto de calamidade

Durante a coletiva, Margarida também explicou por que a Prefeitura decidiu prorrogar o decreto de calamidade pública relacionado às chuvas de fevereiro.

Segundo ela, apesar da retomada do funcionamento da cidade, os efeitos do desastre ainda não foram completamente superados.

“Eu ainda não estou com as questões resolvidas, estão encaminhadas”, disse.

Um dos exemplos citados foi o Morro do Cristo, uma das áreas atingidas pela tragédia. De acordo com a prefeita, a expectativa é avançar no processo para contratação das obras em setembro.

“A situação do Morro do Cristo está encaminhada. A minha expectativa é que, no dia 10 de setembro, a gente consiga, ao abrir os envelopes, encaminhar para contrato. E aí a obra para ser feita no prazo curto em que ela está projetada.”

Calamidade reduz prazo das licitações

Margarida explicou ainda que a manutenção do estado de calamidade permite acelerar procedimentos administrativos necessários para as obras de reconstrução.

Segundo ela, os prazos de licitação podem ser reduzidos pela metade.

“A calamidade me permite, por exemplo, entre outras coisas, reduzir os prazos de licitação pela metade. Então, ao invés de eu ter 30 a 35 dias úteis, eu posso trabalhar com 18 dias úteis. Para quem está como nós correndo contra o tempo, isso é definitivamente um fator favorável.”

Para a prefeita, portanto, o decreto continua necessário enquanto houver obras, famílias sem solução habitacional definitiva e áreas da cidade ainda afetadas pelas consequências das chuvas.

“Embora estejamos avançando muito, ainda estamos lidando com os efeitos das chuvas de fevereiro”, concluiu Margarida.

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