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18/03/2026
Maria Angélica
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Após enchentes, especialistas orientam cuidados para evitar doenças e complicações de saúde

Medidas simples podem reduzir riscos de infecções comuns em áreas atingidas por alagamentos
Após enchentes, especialistas orientam cuidados para evitar doenças e complicações de saúde
Foto: Freepick

As enchentes registradas em cidades da Zona da Mata mineira acenderam um alerta para os riscos à saúde da população exposta à água contaminada. Em Ubá, além dos danos materiais, o município já confirmou uma morte por leptospirose e investiga dezenas de casos suspeitos da doença, associada ao contato com lama e água suja, o que reforça a necessidade de atenção nos dias seguintes ao retorno para casa.

De acordo com especialistas, a água de inundação pode conter esgoto, lixo, urina de roedores e até produtos químicos, aumentando o risco de infecções. Entre os principais problemas estão doenças como leptospirose, hepatite A, gastroenterites e infecções de pele.

A recomendação é que qualquer sintoma após contato com áreas alagadas seja levado a sério. Febre, dores no corpo, principalmente nas panturrilhas, vômitos, diarreia ou dificuldade para respirar podem indicar desde infecções leves até quadros mais graves, como a própria leptospirose, que pode evoluir rapidamente sem tratamento adequado.

Sintomas e riscos exigem atenção

Casos suspeitos de leptospirose têm sido monitorados após as enchentes, já que a doença é uma das mais comuns nesse tipo de cenário. Transmitida principalmente pela urina de ratos, ela pode inicialmente ser confundida com uma virose, mas exige diagnóstico e acompanhamento médico.

Outras doenças também preocupam. A hepatite A pode ser contraída por água ou alimentos contaminados, enquanto diarreias e gastroenterites estão ligadas à ingestão de água imprópria. Há ainda o risco de tétano em caso de ferimentos e aumento de focos do mosquito da dengue devido ao acúmulo de água parada.

Cuidados com água, alimentação e limpeza

Entre os principais cuidados recomendados está o consumo exclusivo de água tratada. Mesmo com o restabelecimento do abastecimento, a orientação é ferver ou filtrar a água antes de beber. Alimentos que tiveram contato com a enchente devem ser descartados, assim como itens perecíveis que ficaram fora de refrigeração por longos períodos.

A higienização também é essencial. Lavar as mãos com frequência, limpar utensílios e desinfetar superfícies com soluções à base de cloro ou água sanitária ajudam a reduzir o risco de contaminação.

Na volta para imóveis atingidos, a limpeza deve ser feita com proteção. O uso de botas e luvas é indicado para evitar o contato direto com a lama contaminada. A retirada de lixo e entulho ajuda a evitar a presença de roedores, enquanto a ventilação dos ambientes reduz o mofo.

Diante de qualquer sinal de doença, a orientação é buscar atendimento de saúde o quanto antes. Em situações mais graves, como febre persistente, vômitos intensos ou falta de ar, a procura por serviços de urgência é indispensável, conforme orienta o médico Alexandre Pimenta.

Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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