Juiz de Fora registrou uma queda de 88,6% nos casos de hepatite A entre as semanas epidemiológicas 11 e 18 de 2026, segundo dados divulgados pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF), por meio da Secretaria de Saúde, nesta segunda-feira (25). No período, o município passou de 132 registros na semana do pico para 15 confirmações na semana epidemiológica 18, em um cenário que indica desaceleração da transmissão da doença na cidade após meses de alta incidência.
A redução ocorre em um contexto em que Juiz de Fora chegou a concentrar grande parte dos casos registrados em Minas Gerais ao longo do ano. Dados anteriores já apontavam que o município havia ultrapassado centenas de notificações em 2026, com disseminação em diferentes regiões da cidade e impacto direto na rede de saúde, especialmente em áreas com maior circulação de pessoas, como regiões centrais e bairros da zona sul.
Cenário epidemiológico e medidas de controle
A Secretaria de Saúde atribui a queda ao reforço das ações de controle e prevenção, com ampliação da vacinação, intensificação da testagem e acompanhamento de casos confirmados. As equipes de vigilância também mantiveram inspeções sanitárias e distribuição de hipoclorito de sódio em áreas atendidas pela rede municipal, além de orientações contínuas à população.
A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente por via fecal-oral, geralmente relacionada ao consumo de água ou alimentos contaminados. A transmissão também pode ocorrer em situações de contato próximo, especialmente em ambientes coletivos, o que reforça a importância de medidas básicas de higiene como forma de contenção.
Mesmo com a redução dos casos, o município mantém ações de monitoramento e prevenção. A vacinação segue disponível nas Unidades Básicas de Saúde e no Serviço de Assistência Especializada (SAE), no Centro de Vigilância em Saúde, com prioridade para crianças, gestantes, pessoas com doenças hepáticas, imunossuprimidos e contatos de casos confirmados.
A Secretaria de Saúde reforça ainda que os dados são dinâmicos e podem ser atualizados conforme novas notificações sejam incluídas no sistema de vigilância, mantendo o acompanhamento contínuo da evolução da doença na cidade.