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08/07/2025
Matheus Brum
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Escolas Cívico-Militares: Superintendência de Educação muda assembleias para mesmo dia

Sindicato critica decisão e diz que medida busca enfraquecer mobilização após derrota do governo em escola estadual de Juiz de Fora
Governo divulga como será a implantação das escolas cívico-militares em Minas
Instituições se posicionam de forma contrária à expansão das escolas cívico-militares em Minas (Foto: Divulgação / Governo de Minas)

A Superintendência Regional de Educação (SRE) determinou que todas as 23 assembleias escolares que irão deliberar sobre a adesão ao modelo cívico-militar em Juiz de Fora aconteçam simultaneamente no dia 15 de julho, às 19h. Com isso, as reuniões para debater as escolas cívico-militares que estavam marcadas para esta terça e quarta-feira foram adiadas por orientação do órgão estadual.

Em comunicado enviado às direções das escolas, a Superintendência afirmou que a decisão tem o objetivo de “dar à comunidade escolar a oportunidade de participar de forma efetiva e esclarecer as dúvidas, garantindo a transparência e o diálogo, em alinhamento com os princípios e fins da educação nacional”.

Sindicato diz que medida é arbitrária e ocorre após governo Zema perder em votação das escolas cívico-militares

No entanto, a medida tem gerado forte reação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), que representa os profissionais da rede estadual. Para o sindicato, a unificação das datas “é arbitrária e visa enfraquecer a mobilização contrária ao modelo cívico-militar”, além de ferir a autonomia das escolas.

“Um ato totalmente arbitrário que suspendeu as três assembleias que ocorreriam hoje [terça, 08/07]. Isso é um absurdo. Isso está ferindo a autonomia das direções escolares de marcar assembleias nos dias mais adequados às realidades das comunidades escolares”, disse Victoria Mello, representantes do Sind-UTE em Juiz de Fora.

Ainda de acordo com o sindicato, a decisão da Superintendência veio após a Escola Estadual Batista de Oliveira rejeitar a proposta do governo de se tornar cívico-militar, o que teria motivado a imposição de uma data única para as demais assembleias.

“Isso mostra, mais uma vez, que esse projeto das escolas cívico-militares é autoritário, antidemocrático e que vai interferir na autonomia administrativa e pedagógica das escolas”, disse Vic.

O Sind-UTE informou ainda que busca uma reunião com a Superintendência para reverter ou flexibilizar a decisão e garantir que cada escola possa manter sua autonomia no processo de consulta pública. A Secretaria Estadual de Educação foi questionada pelo Folha JF, mas não respondeu até o momento.

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