Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (25) mostra Cleitinho Azevedo (Republicanos) na liderança da disputa pelo Governo de Minas Gerais, com 29% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
Patrus Ananias (PT) aparece com 11%, seguido por Alexandre Kalil (PDT), com 10%. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, os dois estão tecnicamente empatados.
Na sequência aparecem Mateus Simões (PSD), com 7%; Gabriel Azevedo (MDB), com 5%; Flávio Roscoe (PL), com 3%; Ben Mendes (Missão), com 2%; Professor Túlio Lopes (PCB) e Rafael Duda (PSTU), com 1% cada. Indira Xavier (UP) e Henrique Áreas (PCO) aparecem com 0%.
Outros 19% estão indecisos e 12% afirmam que votarão em branco, anularão ou não pretendem votar em nenhum candidato.
Cleitinho abre 18 pontos sobre o segundo colocado
A diferença de Cleitinho para Patrus, segundo colocado numericamente, é de 18 pontos percentuais.
A pesquisa também mostra que a disputa ainda está aberta. Para 54% dos entrevistados, a escolha do candidato é definitiva, enquanto 45% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Intenção de voto para o Governo de Minas
Pesquisa estimulada Quaest — 1º turno
Pesquisa espontânea tem 80% de indecisos
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o cenário muda bastante.
Cleitinho continua na frente, mas aparece com 11%. Patrus Ananias tem 3%, Alexandre Kalil registra 2%, enquanto Gabriel Azevedo e Mateus Simões aparecem com 1% cada.
O dado que mais chama atenção, porém, é o número de indecisos: 80% dos eleitores não conseguiram citar espontaneamente um nome para governador.
Outros 1% disseram que pretendem votar em branco, anular ou não votar em nenhum candidato.
O resultado mostra que, apesar da vantagem de Cleitinho na pesquisa estimulada, o eleitorado ainda apresenta um nível muito alto de indefinição quando precisa lembrar espontaneamente de um candidato.
Cleitinho vence os três cenários de segundo turno em que aparece
A Quaest também testou seis confrontos de segundo turno.
Nos três cenários em que aparece, Cleitinho vence com vantagem.
Contra Alexandre Kalil, o senador registra 48%, enquanto o ex-prefeito de Belo Horizonte tem 27%.
Contra Patrus Ananias, Cleitinho chega a 51%, contra 26% do petista.
Já contra Mateus Simões, o placar é de 49% a 17%.
Nos cenários sem Cleitinho, Kalil vence Patrus por 42% a 18%. A disputa entre Kalil e Mateus Simões aparece bem mais apertada: 32% a 30%.
Patrus e Mateus também estão próximos: 35% para o petista e 31% para o atual governador.
Simulações de 2º turno
Escolha um confronto para ver os números.
Kalil e Patrus têm as maiores rejeições
A Quaest também perguntou aos eleitores se conhecem cada candidato e se votariam ou não neles.
Alexandre Kalil e Patrus Ananias aparecem com os maiores índices de rejeição.
Entre os entrevistados, 41% afirmam que conhecem Kalil e não votariam nele. No caso de Patrus, o percentual é de 40%.
Cleitinho tem rejeição menor, de 20%, e também apresenta o maior potencial declarado de voto: 46% dizem que o conhecem e votariam nele.
Mateus Simões aparece com 31% de eleitores que o conhecem e votariam, enquanto 16% o conhecem e não votariam.
Outro ponto importante é o alto desconhecimento dos candidatos menos competitivos. Indira Xavier é desconhecida por 93% dos entrevistados. Rafael Duda e Henrique Áreas aparecem com 91%. Professor Túlio Lopes tem 89%.
Conhecimento e rejeição dos candidatos
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Apoio de Zema apresenta o melhor saldo entre os nomes testados
A Quaest também mediu o impacto do apoio de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
No caso de Lula, 23% afirmam que o apoio do presidente aumenta a chance de votar em determinado candidato. Outros 36% dizem que diminui, enquanto 38% afirmam que não muda nada.
Com Flávio Bolsonaro, 27% dizem que o apoio aumenta a chance de voto e 28% afirmam que diminui. Outros 40% dizem que não faz diferença.
Já Romeu Zema apresenta o melhor resultado entre os três. Para 26%, o apoio do ex-governador aumenta a chance de voto. Para 21%, diminui. Outros 49% dizem que não muda nada.
Na diferença matemática entre os que dizem que o apoio aumenta e os que afirmam que diminui a chance de voto, Zema tem saldo de +5 pontos. Flávio Bolsonaro tem -1 e Lula, -13.
Esse saldo não representa transferência direta de votos, mas ajuda a visualizar a capacidade potencial de cada apoio político.
Quanto pesa o apoio político?
Impacto declarado do apoio de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema.
Lula
23% aumenta a chance de votar 38% não muda nada 36% diminui a chance de votarFlávio Bolsonaro
27% aumenta a chance de votar 40% não muda nada 28% diminui a chance de votarRomeu Zema
26% aumenta a chance de votar 49% não muda nada 21% diminui a chance de votarO saldo corresponde apenas à diferença entre quem diz que o apoio aumenta e quem afirma que diminui a chance de votar. Não representa transferência direta de votos.
Um terço quer governador aliado a Lula; 31% preferem independência
A Quaest também perguntou qual relação o próximo governador deveria ter com os principais grupos nacionais.
Para 34% dos entrevistados, o governador eleito deve ser aliado de Lula.
Outros 30% preferem um governador aliado de Flávio Bolsonaro, enquanto 31% querem alguém independente dos dois campos.
Cinco por cento não souberam ou não responderam.
Esse dado mostra uma divisão bastante equilibrada do eleitorado mineiro entre alinhamento com Lula, alinhamento com Flávio Bolsonaro e uma opção de independência política.
Maioria dos eleitores quer mudanças na condução do Estado
Quando questionados sobre os rumos do próximo governo estadual, 43% defendem mudar apenas aquilo que não está funcionando bem.
Outros 37% querem uma mudança total, enquanto 16% preferem que o próximo governador dê continuidade ao trabalho que já vem sendo realizado.
Somados, 80% defendem algum grau de mudança.
Que rumo o próximo governo deve tomar?
Governo estadual tem 37% de aprovação
A pesquisa também mediu a avaliação da atual gestão estadual.
Segundo a Quaest, 37% aprovam o governo, enquanto 27% desaprovam. Outros 36% não souberam ou não responderam.
Na avaliação qualitativa, 30% consideram o governo positivo, 30% regular e 16% negativo. Outros 24% não souberam avaliar.
A Quaest perguntou ainda se Romeu Zema merece eleger um sucessor. Para 40%, sim. Outros 47% afirmaram que não, e 13% não souberam ou não responderam.
Avaliação do governo estadual
Avaliação qualitativa
Sim: 40% | Não: 47% | Não sabe/não respondeu: 13%
Quaest ouviu mais de 1,5 mil eleitores
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Globo e ouviu 1.506 eleitores de Minas Gerais com 16 anos ou mais entre os dias 21 e 24 de agosto.
A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número MG-04060/2026.