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24/08/2026
Matheus Brum
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450 casas ainda serão demolidas em Juiz de Fora após tragédia das chuvas

Margarida Salomão afirmou ao Folha JF que prioridade será para imóveis que oferecem risco ou impedem a liberação de vias.
Entrevista com Margarida Juiz de Fora
Imagem: Folha JF/Matheus Brum.

Seis meses após as chuvas que provocaram uma das maiores tragédias da história de Juiz de Fora, cerca de 450 casas condenadas ainda serão demolidas na cidade. A informação foi confirmada pela prefeita Margarida Salomão durante entrevista nesta segunda-feira (24), acompanhada pelo Folha JF.

As demolições fazem parte de uma nova etapa das ações realizadas após o desastre de fevereiro. Segundo a prefeita, a retirada dos imóveis não seguirá apenas uma ordem numérica. A prioridade será para construções que atualmente representam algum risco para o entorno ou que estejam impedindo a liberação de ruas.

Nós vamos demolir todas as casas que, neste momento, estando esvaziadas porque o uso está interditado, se ela está ameaçando ruas adjacentes, ela será demolida. É sobre o risco que criam. Ou então casas que, por ainda não estarem demolidas, estão atravancando vias. Então essa é a prioridade”, afirmou Margarida.

Famílias precisam estar incluídas no Compra Assistida

Durante a entrevista, Margarida também explicou um ponto importante sobre o processo. Segundo a prefeita, a Prefeitura não está realizando a demolição dessas residências sem que a situação habitacional dos moradores esteja encaminhada.

De acordo com ela, as famílias das casas que serão demolidas já estão incluídas no Compra Assistida, programa do Governo Federal destinado à aquisição de uma nova moradia para pessoas que perderam definitivamente seus imóveis em consequência das chuvas.

Só demolimos casas de famílias que já tenham sua situação resolvida pelo Compra Assistida. É um processo de eliminar o risco, de um lado o risco físico, mas equacionado ao risco social. Todas as residências que serão demolidas são de pessoas que já estão incluídas no programa”, explicou.

Dessa forma, conforme a prefeita, o Município tenta conciliar duas etapas do processo: retirar estruturas que continuam oferecendo perigo e garantir que a família atingida tenha uma solução habitacional encaminhada antes da demolição.

Demolições já estão acontecendo em Juiz de Fora

O processo já pode ser visto em diferentes regiões atingidas pelas chuvas. Até julho, 31 imóveis condenados haviam sido demolidos no município. Na última sexta-feira (21), por exemplo, começou a demolição de 22 casas na Rua Maranhão, no bairro São Bernardo. Os imóveis haviam sido classificados pela Defesa Civil como destruídos ou interditados definitivamente.

A dimensão das demolições ajuda a mostrar que, mesmo seis meses depois da tragédia, parte dos impactos físicos das chuvas ainda permanece espalhada por Juiz de Fora. Além das famílias que precisaram deixar definitivamente suas residências, existem construções condenadas que ainda precisam ser retiradas para eliminar riscos e permitir a recuperação de áreas atingidas.

Com aproximadamente 450 casas ainda na fila para demolição, essa deverá continuar sendo uma das principais frentes da reconstrução de Juiz de Fora nos próximos meses.

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