Dois casos de injúria racial mobilizaram a Polícia Militar entre a noite de sábado (1º) e a madrugada de domingo (2), em Juiz de Fora. As ocorrências foram registradas em um supermercado no bairro Costa Carvalho e em um bar no Alto dos Passos.
No primeiro caso, uma operadora de caixa, de 42 anos, denunciou ter sido vítima de ofensas racistas e ameaças por parte de uma cliente após um desentendimento envolvendo o filho da mulher.
Segundo o boletim de ocorrência, a criança havia comprado um pacote de biscoitos, mas não tinha dinheiro suficiente para pagar. Diante da situação, a funcionária completou os R$ 0,75 que faltavam para que o menino pudesse levar o produto.
Pouco depois, a mãe da criança entrou no supermercado afirmando que o filho teria sido chamado de “mendigo”. Conforme o registro policial, ela passou a ofender a funcionária com frases de cunho racista, como “tinha que ser preta mesmo, por isso não gosto de preto”, além de fazer comentários sobre o cabelo da vítima e ameaçá-la de agressão física.
Ainda de acordo com a ocorrência, a mulher deixou o local antes da chegada da Polícia Militar. Ela foi identificada como comerciante da região, mas não foi localizada.
Adolescente é chamado de “macaco” em bar de Juiz de Fora
O segundo caso ocorreu em um bar no Alto dos Passos. Três adolescentes relataram que foram vítimas de injúria racial, ameaças e agressões praticadas por um homem de 44 anos.
Segundo o boletim de ocorrência, o suspeito, que apresentava sinais de embriaguez, teria chamado um dos jovens de “neguinho” e “macaco”, além de ameaçar matar o grupo. Dois adolescentes também relataram terem sido agredidos com socos.
Funcionários do estabelecimento conseguiram conter o homem até a chegada da Polícia Militar. Eles informaram que o cliente estava no local havia mais de seis horas consumindo bebidas alcoólicas e já havia causado transtornos a outros frequentadores.
O suspeito resistiu à abordagem policial, precisou ser algemado devido ao comportamento agressivo e foi preso em flagrante, sendo encaminhado à delegacia.
A esposa do homem, ouvida como testemunha, afirmou que ele estava incomodado com os adolescentes, mas disse não ter presenciado o início da confusão.
Os dois casos serão investigados pelas autoridades.


