Funcionários do Hospital Albert Sabin, em Juiz de Fora, relataram novos atrasos no pagamento dos salários neste início de maio. Segundo trabalhadores da unidade, apenas 60% dos valores foram depositados até o momento, enquanto benefícios como ticket-alimentação e vale-transporte ainda não teriam sido pagos. A situação ocorre em meio à sequência de dificuldades financeiras enfrentadas pela instituição nos últimos meses.
De acordo com relatos feitos à reportagem, o cenário tem causado insegurança entre os profissionais, principalmente pela repetição dos atrasos e parcelamentos registrados desde o começo do ano. Trabalhadores afirmam que os pagamentos têm ocorrido de forma irregular, o que afeta o planejamento financeiro de funcionários de diferentes setores do hospital.
Procurada, a direção do Albert Sabin informou que houve um impacto pontual no fluxo financeiro por causa de atrasos nos repasses de alguns convênios, situação que teria refletido parcialmente no processamento dos pagamentos deste período. O hospital também afirmou que atua para regularizar os valores o mais rápido possível.
Histórico de atrasos se repete ao longo do ano
Os novos relatos reforçam um histórico recente de instabilidade financeira envolvendo o Hospital Albert Sabin. Em março, trabalhadores também receberam os salários de forma parcelada, após a direção comunicar que apenas parte dos valores seria depositada inicialmente. Na ocasião, o hospital atribuiu o problema ao atraso em repasses de operadoras de saúde.
Já em janeiro, funcionários haviam sido informados sobre o atraso no pagamento dos salários e do 13º salário. Médicos relataram recebimentos parciais em meses anteriores, enquanto colaboradores contratados pelo regime CLT afirmavam não ter recebido integralmente os valores previstos.
Naquele período, a instituição informou que enfrentava dificuldades relacionadas à inadimplência de prestadores de serviço, cenário que teria provocado desequilíbrio no fluxo de caixa.
Trabalhadores demonstram preocupação com instabilidade
Com os novos atrasos registrados neste mês, funcionários relatam preocupação com a continuidade da situação e com os impactos diretos na rotina dos trabalhadores. Além dos salários, a ausência do pagamento de benefícios tem aumentado a insegurança entre profissionais que dependem dos valores para despesas básicas e deslocamento até o trabalho.
Apesar das justificativas apresentadas pela direção ao longo dos últimos meses, os episódios de atraso e parcelamento seguem recorrentes no hospital, mantendo o clima de incerteza entre os colaboradores da unidade.