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08/05/2026
Anderson Narciso
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Inadimplência de aluguel em Minas Gerais sobe pelo segundo mês seguido, aponta levantamento

Taxa chegou a 3,30% em março e ficou acima da média nacional, segundo índice da Superlógica
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Imagem: Freepik.

A inadimplência de aluguel em Minas Gerais voltou a crescer e registrou a segunda alta consecutiva em março de 2026. Segundo dados do Índice de Inadimplência Locatícia (IIL), da Superlógica, a taxa no estado chegou a 3,30%, acima dos 3,04% registrados em fevereiro.

Na comparação com março de 2025, quando o índice era de 2,75%, o aumento foi de 0,55 ponto percentual. O percentual mineiro também ficou acima da média nacional, que encerrou o período em 3,21%.

Especialista vê pressão econômica sobre famílias

Segundo Manoel Gonçalves, diretor de Negócios para Imobiliárias do Grupo Superlógica, o crescimento da inadimplência reflete o impacto da pressão econômica sobre as famílias brasileiras.

“O atraso dos pagamentos reflete a pressão econômica que impacta diretamente a capacidade de manter compromissos financeiros, como o aluguel”, afirmou.

O especialista também destacou que inflação e juros elevados podem agravar ainda mais a situação nos próximos meses, aumentando o endividamento familiar.

Região Sudeste teve taxa abaixo da média nacional

Apesar da alta em Minas Gerais, a região Sudeste apresentou taxa de inadimplência de 3,14% em março, ficando abaixo da média nacional.

No ranking nacional, o Nordeste liderou os atrasos no pagamento de aluguel, com taxa de 4,77%, seguido pelas regiões Norte (4,29%) e Centro-Oeste (3,17%). O Sul registrou o menor índice do país, com 2,77%.

Imóveis mais baratos lideram atrasos

O levantamento aponta ainda que os imóveis residenciais com aluguel de até R$ 1 mil continuam registrando os maiores índices de inadimplência no país.

Em março, essa faixa teve taxa de 5,98%, mesmo após leve queda em relação a fevereiro. Segundo a análise da Superlógica, famílias de menor renda vêm enfrentando maior dificuldade para manter as contas em dia por causa do peso da inflação em despesas essenciais como alimentação e transporte.

Os imóveis comerciais também apresentaram índices elevados, principalmente os de aluguel mais baixo, de até R$ 1 mil, que registraram inadimplência de 7,41%.

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