Juiz de Fora enfrenta um avanço significativo nos casos de hepatite A em 2026. De acordo com a Secretaria de Saúde, o município já registrou 615 confirmações da doença até o dia 24 de abril. Apenas nas últimas semanas, foram 245 novos casos, o que representa uma média de 16 registros por dia neste mês.
Diante do cenário, a Prefeitura anunciou a ampliação da vacinação para tentar conter a transmissão do vírus, que já apresenta números superiores ao total registrado na cidade nos últimos dez anos.
Vacinação contra a Hepatite A é ampliada para novos grupos
Com a nova estratégia, o imunizante passa a ser oferecido não apenas para o público infantil, mas também para grupos considerados de risco e contatos diretos de pessoas infectadas.
Podem se vacinar crianças de 15 meses a menores de 5 anos não imunizadas, gestantes, pessoas com doenças hepáticas, imunossuprimidos, usuários de PrEP e contatos domiciliares ou sexuais de casos confirmados.
Além disso, o Vacimóvel segue com ações itinerantes em bairros da cidade, ampliando o acesso da população à vacina.
Centro e Zona Sul concentram mais casos
A maior concentração de casos está na região Central, com 189 registros, seguida pela Zona Sul, com 120. As demais regiões também apresentam números relevantes, indicando circulação do vírus em toda a cidade.
Quais são os sintomas da hepatite A?
A hepatite A é uma infecção viral transmitida principalmente por água ou alimentos contaminados, além de contato direto em condições de higiene inadequadas.
Os sintomas podem aparecer entre 15 e 50 dias após o contágio e incluem:
- Pele e olhos amarelados (icterícia)
- Urina escura e fezes claras
- Cansaço, náuseas e vômitos
- Dor abdominal e febre baixa
Ao apresentar esses sinais, a recomendação é procurar uma Unidade Básica de Saúde ou UPA para avaliação.
Medidas de prevenção seguem intensificadas
Além da vacinação, a Prefeitura reforçou ações como testagem, distribuição de hipoclorito, inspeções sanitárias e campanhas de orientação.
A população também deve manter cuidados básicos, como higienizar bem as mãos, consumir água tratada e ter atenção no preparo de alimentos, medidas fundamentais para conter o avanço da doença na cidade.