A audiência de instrução do caso que apura a morte do menino Ângelo Gabriel teve fim nesta segunda (23), em Juiz de Fora. Na sessão, estavam previstos depoimentos de peritos da Polícia Civil e o interrogatório da acusada.
Segundo a defesa, os peritos não compareceram. Mesmo assim, optou-se por dar sequência à audiência para evitar atrasos no processo. Durante o ato, a acusada Marinne Oliveira exerceu o direito ao silêncio, o que, de acordo com os advogados, é uma garantia constitucional.
“A Defesa reafirma sua postura colaborativa ao longo de toda a instrução, confiando que o processo judicial é o espaço adequado para o esclarecimento dos fatos”, informou, em nota o escritório Coimbra, Ferolla e Viana.
Os advogados também citaram o cenário de grande repercussão do caso e relataram ambiente de animosidade e ameaças, reforçando a confiança de que a decisão será tomada com base nas provas.
Caso Ângelo Gabriel: O que acontece agora?
O Ministério Público vai apresentar as alegações finais, como órgão acusador. A defesa de Marinne tambem irá apresentar as alegações finais. Com isso, a Justiça decidirá se Marinne irá, ou não, à Juri Popular.
Relembre o caso
O acidente aconteceu em outubro de 2024, na descida da Serra dos Bandeirantes. O carro de aplicativo em que Ângelo estava com a família, que voltava do culto, foi atingido por outro veículo. A investigação apontou que Marinne estaria em alta velocidade e sob efeito de álcool. Ângelo morreu, e a irmã ficou gravemente ferida, passando meses internada.
Desde então, Marinne aguarda o fim do julgamento em liberdade.