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21/03/2026
Maria Angélica
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Filha e genro são condenados por matar o próprio pai no Sul de Minas

Julgamento foi realizado pelo Tribunal do Júri em Poços de Caldas e penas passam de 20 anos de prisão
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Imagem: Divulgação.

Iannaely Pereira Domingues e o marido dela, Evandro Goveia Santos, foram condenados pela morte do próprio pai da acusada no Sul de Minas Gerais. O julgamento aconteceu nesta terça-feira (17), em Poços de Caldas, e terminou com penas de 25 anos de prisão para a filha da vítima e 22 anos para o genro.

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o idoso passou a morar com o casal depois que os dois decidiram levá-lo para a casa onde viviam. A investigação apontou que o objetivo era ter acesso ao benefício previdenciário recebido pela vítima.

Segundo o processo, o homem passou a sofrer maus-tratos dentro da residência. O caso chegou à Justiça após a morte do idoso, que ocorreu depois de uma sequência de agressões.

Filha e genro mataram o idoso dentro da própria casa

Ainda conforme a acusação, no dia do crime o idoso foi castigado depois de urinar na cama. Ele teria sido submetido a um banho frio e, em seguida, agredido na região da barriga.

A perícia apontou que a vítima morreu após complicações causadas pelas agressões. O processo destacou que o homem estava em situação de vulnerabilidade, era idoso e tinha deficiência visual.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença entendeu que o crime foi cometido com agravantes, como motivo fútil, uso de meio cruel e sem possibilidade de defesa por parte da vítima.

Justiça considerou maus-tratos e motivação financeira

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o idoso já vinha sofrendo violência antes da morte. A denúncia apontou que o casal teria levado a vítima para morar com eles com o objetivo de controlar a pensão recebida por ele.

Com base nas provas e depoimentos apresentados no Tribunal do Júri, os dois foram considerados culpados por homicídio qualificado. O genro deverá cumprir a pena inicialmente em regime fechado.

Já a filha recebeu autorização para cumprir prisão domiciliar neste primeiro momento, porque está grávida e tem previsão de parto para os próximos dias.

Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.

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