A demissão repentina de trabalhadores terceirizados ligados à Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) gerou preocupação entre funcionários e estudantes. Entre 43 e 47 profissionais teriam sido desligados após o encerramento do contrato da empresa responsável pelos serviços.
Os trabalhadores teriam sido informados na noite de quarta-feira (1º) para que não comparecessem ao trabalho nesta quinta-feira (2). A medida afeta setores como o Cine-Theatro Central, Museu de Arte Murilo Mendes, Memorial da República Presidente Itamar Franco, Fórum da Cultura, Pró-Música, Faculdade de Comunicação e Instituto de Artes e Design.
Em nota, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e centros acadêmicos classificaram a situação como reflexo da precarização provocada pela terceirização e afirmaram que as demissões impactam diretamente atividades acadêmicas, culturais e administrativas da universidade.
UFJF se manifesta sobre demissões
A UFJF informou que não conseguiu renovar o contrato porque a empresa responsável pelos trabalhadores não apresentou, dentro do prazo, a documentação necessária de regularização junto à Receita Federal.
“A empresa deveria apresentar documentação de regularização junto à Receita Federal para a renovação contratual. O que não foi feito em tempo hábil. Assim, a gestão da UFJF foi impossibilitada legalmente de renovar com a empresa e nesse momento está tomando providências necessárias para minimizar o impacto das demissões feitas pela empresa”, informou a universidade.
Até o momento, a empresa Stark Tecnologia e Facilities Ltda. não se manifestou sobre o caso.



