Uma profissional de saúde do município foi agredida por dois pacientes dentro do Hospital de Pronto-Socorro (HPS), em Juiz de Fora, na noite de terça-feira (29). De acordo com Deise Medeiros, presidenta do sindicato da categoria, a servidora, que trabalha há mais de 20 anos no município, foi imobilizada com um “mata-leão” e também recebeu socos, chutes e mordidas. Ela teria sido socorrida por outro trabalhador, que interveio durante a agressão.
Segundo Deise, a trabalhadora estava no exercício da função quando foi atacada pelos dois homens. A presidenta do sindicato classificou o episódio como uma agressão “extremamente cruel” e afirmou que a intervenção de outro funcionário impediu que a violência tivesse consequências ainda mais graves.
“Estamos expostos, podemos morrer salvando a vida do outro. E isso o sindicato não vai aceitar”, afirmou Deise. Ela também cobrou medidas da Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) para reforçar a segurança dentro do hospital e declarou que a categoria poderá interromper os serviços caso não sejam adotadas providências.
Sindicato cobra segurança no HPS
Deise também relacionou o episódio a mudanças recentes na estrutura de acesso ao HPS. Segundo ela, o município rompeu contratos com empresas terceirizadas e houve retirada de porteiros da unidade. Embora reconheça que porteiros não exerçam a função de segurança, a presidenta do sindicato afirma que a presença desses profissionais contribuía para controlar a entrada de pessoas no hospital.
“A gente não tem porteiro suficiente, deixando livre acesso ao HPS”, declarou.
Ainda conforme Deise, a entrada dos trabalhadores ocorre pelo mesmo local utilizado pelos pacientes, o que, na avaliação dela, aumenta a exposição dos funcionários. A presidenta também citou relatos de ameaças frequentes e de pacientes agressivos dentro da unidade.
A dirigente destacou ainda que a maior parte da categoria de enfermagem é formada por mulheres e defendeu medidas para garantir a integridade e o respeito às profissionais durante o exercício das funções.
Para Deise, o poder público precisa criar mecanismos capazes de evitar novos episódios de violência contra trabalhadores da saúde. Ela também cobrou atuação da Câmara Municipal na fiscalização das medidas adotadas pelo município.
O Folha JF entrou em contato com a Prefeitura de Juiz de Fora para obter um posicionamento sobre a agressão e as cobranças apresentadas pelo sindicato e aguarda retorno.