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27/08/2026
Maria Angélica
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Parque de Exposições de Juiz de Fora segue sem destinação definida após uso emergencial

Espaço na Zona Norte recebeu cerca de 80,5 mil toneladas de resíduos após as chuvas de fevereiro e ainda passa por retirada do material
Parque de Exposições de Juiz de Fora segue sem destinação definida após uso emergencial
Foto: Google Earth

O Parque de Exposições Dr. Adhemar Rezende de Andrade, na Zona Norte de Juiz de Fora, segue sem uma destinação definitiva definida pela Prefeitura de Juiz de Fora (PJF) após anos de redução no uso do espaço. O imóvel, que já recebeu exposições agropecuárias e grandes eventos, foi utilizado de forma emergencial neste ano para concentrar resíduos retirados das áreas atingidas pelas chuvas de fevereiro, mas ainda não teve um novo planejamento anunciado para o período posterior à operação de limpeza.

Segundo informações obtidas junto à Prefeitura, aproximadamente 80,5 mil toneladas de resíduos foram encaminhadas ao Parque durante a operação. O recebimento do material terminou em abril e, desde então, mais de 25,2 mil toneladas já foram retiradas. A remoção continua, enquanto o futuro do espaço permanece sem uma definição divulgada pelo município.

Imóvel foi transferido para a JFPrev e chegou a ser colocado à venda

A indefinição atual ocorre depois de uma série de mudanças na finalidade do Parque. Em 2020, o imóvel foi transferido para a JFPrev como parte das medidas adotadas pelo município para amortizar o déficit previdenciário. Dois anos depois, a situação do espaço chegou a ser debatida em audiência pública na Câmara Municipal, diante do abandono e da falta de utilização regular.

Em 2024, a Prefeitura tentou vender o Parque por meio de leilão, com lance mínimo estabelecido em R$ 70,78 milhões. A tentativa, porém, foi suspensa pela Justiça após questionamentos relacionados às condições do processo.

Entre os pontos levantados estava a utilização de uma avaliação do imóvel realizada em 2019, embora a legislação estabeleça prazo de validade de 12 meses para esse tipo de laudo. Também foi questionado o período destinado à apresentação das propostas, considerado inferior ao mínimo previsto.

Diante das irregularidades apontadas, a Justiça entendeu que seria necessária uma nova avaliação do imóvel e que o prazo estabelecido poderia comprometer a participação de interessados no processo de venda.

Prefeitura ainda não apresentou nova destinação para o espaço

Com a tentativa de venda suspensa e a utilização emergencial relacionada às chuvas chegando ao fim, o Parque de Exposições permanece sem uma finalidade permanente anunciada. A retirada dos resíduos continua, mas não foi apresentado, nas informações encaminhadas pela Prefeitura, um novo planejamento para o imóvel após a conclusão dessa etapa.

O cenário mantém indefinido o futuro de um dos grandes espaços públicos da Zona Norte, que por décadas esteve associado à realização de exposições agropecuárias e eventos. Até o momento, não há previsão divulgada para a retomada dessas atividades nem indicação de outra utilização definitiva para o local.

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