O Parque da Saudade, cemitério-jardim de Juiz de Fora, lançou o projeto “Histórias que Vivem”, uma iniciativa que pretende preservar a memória de pessoas sepultadas no local por meio de homenagens audiovisuais. A proposta é transformar lembranças compartilhadas por familiares em vídeos que contem a trajetória, os costumes e as características de quem já partiu.
Nesta primeira edição, dez histórias serão selecionadas para a produção de vídeos com duração de um a dois minutos. As homenagens serão apresentadas ao público durante o período de Finados, permitindo que os visitantes conheçam um pouco mais sobre as pessoas que fazem parte da história do cemitério.
Projeto do Parque da Saudade quer valorizar a vida e as memórias de quem já partiu
A iniciativa parte de uma reflexão: se você pudesse apresentar ao mundo alguém especial que já morreu, o que gostaria que as pessoas soubessem sobre ela?
A proposta do Parque da Saudade é mostrar que, por trás de um nome e das datas de nascimento e morte, existem histórias, sonhos, hábitos, ensinamentos e lembranças que permanecem com familiares e amigos.
Para participar, as famílias poderão compartilhar fotografias, vídeos, áudios e relatos sobre pessoas sepultadas no cemitério. Entre as lembranças que podem ser enviadas estão expressões utilizadas no dia a dia, receitas de família, tradições, profissões, paixões e episódios marcantes.
O objetivo não é contar como essas pessoas morreram, mas como viveram. Dessa forma, o projeto busca valorizar as pequenas lembranças que tornam cada trajetória única e preservar histórias que, muitas vezes, permanecem apenas na memória dos familiares.
Dez histórias serão selecionadas na primeira edição
As inscrições para o projeto estão abertas entre os dias 2 e 15 de outubro de 2026 e são destinadas a familiares de pessoas sepultadas no Parque da Saudade.
A seleção das dez histórias levará em consideração a disponibilidade de fotografias e outros materiais, a possibilidade de construção de uma narrativa audiovisual, a diversidade dos relatos e a capacidade de produção dentro do prazo previsto.
O Parque da Saudade ressalta que a iniciativa não é um concurso e que não existem histórias melhores ou mais importantes do que outras.
As histórias que não forem selecionadas nesta primeira edição poderão permanecer no acervo do projeto, mediante autorização das famílias, para eventual participação em futuras edições.
Antes da divulgação dos vídeos, os familiares responsáveis deverão autorizar formalmente a utilização dos materiais enviados e terão conhecimento da versão final da homenagem.
Homenagens serão apresentadas durante o Finados
As dez homenagens produzidas serão disponibilizadas ao público no Parque da Saudade durante o período de Finados, celebrado em novembro.
A iniciativa também representa o início de um projeto de longo prazo. A intenção é que o “Histórias que Vivem” tenha novas edições nos próximos anos, contribuindo para a formação de um acervo audiovisual com memórias de pessoas sepultadas no local.
Com a proposta, o Parque da Saudade busca ampliar o significado do espaço, valorizando não apenas o momento da despedida, mas também as histórias, os vínculos afetivos e as lembranças que permanecem após a morte.
Como participar do projeto “Histórias que Vivem”
- Inscrições: até 15 de outubro de 2026.
- Quem pode participar: familiares de pessoas sepultadas no Parque da Saudade, em Juiz de Fora.
- Materiais: fotografias, vídeos, áudios e relatos sobre a pessoa homenageada.
- Seleção: dez histórias serão escolhidas nesta primeira edição.
- Homenagens: vídeos de aproximadamente um a dois minutos, apresentados durante o período de Finados.
- Informações e acesso às inscrições: perfil @parquedasaudade nas redes sociais, ou através deste formulário.