A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou nesta terça-feira (16) a segunda fase da Operação Estorno, que tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias, clonagem de cartões, invasão de contas digitais e utilização fraudulenta de linhas telefônicas.
A ação resultou na prisão em flagrante de cinco investigados, com idades entre 22 e 28 anos. As prisões ocorreram em Juiz de Fora, nos bairros Santa Luzia, Santos Dumont, Monte Castelo, Caiçaras e Marilândia.
Além da cidade, equipes da Polícia Civil também cumpriram mandados de busca e apreensão nos municípios de Leopoldina e Belmiro Braga, na Zona da Mata.
Suspeito rompe tornozeleira e foge durante Operação Estorno II
Em Belmiro Braga, um dos investigados conseguiu fugir ao perceber a chegada das equipes policiais. Segundo a Polícia Civil, ele rompeu a tornozeleira eletrônica que utilizava em razão de outros processos criminais e segue foragido.
O suspeito já havia sido preso durante a primeira fase da Operação Estorno, realizada em novembro de 2025.
Já em Leopoldina, os mandados tiveram como objetivo a apreensão de materiais considerados importantes para o avanço das investigações.
Polícia apreende celulares, cartões e dinheiro
Durante a operação, os policiais apreenderam celulares, grande quantidade de chips telefônicos, cartões bancários, dinheiro em espécie, documentos e diversos produtos adquiridos por meio das fraudes investigadas.
De acordo com a Polícia Civil, os alvos desta segunda fase ocupavam posições estratégicas dentro da organização criminosa, sendo apontados como responsáveis pela coordenação e liderança do esquema.
Todo o material recolhido será analisado pela perícia e pelas equipes de investigação para identificar outros envolvidos e aprofundar o entendimento sobre a estrutura do grupo.
Segundo o delegado Márcio Rocha, responsável pelo caso, a nova etapa da operação representa um avanço importante nas apurações.
“Conseguimos atingir integrantes com papel estratégico dentro da organização criminosa, ampliando significativamente o conjunto probatório. O material apreendido será fundamental para identificarmos novos envolvidos e compreendermos toda a estrutura utilizada pelo grupo para praticar fraudes em diversos estados do país”, destacou.
Esquema começou a ser investigado após denúncia no Paraná
As investigações tiveram início após uma denúncia registrada no estado do Paraná. A partir das apurações, a Polícia Civil identificou que parte da estrutura criminosa operava a partir de Juiz de Fora.
Segundo os levantamentos, os investigados atuavam na captura ilegal de dados bancários, clonagem de cartões de crédito e sequestro virtual de linhas telefônicas. Com acesso aos números das vítimas, os criminosos conseguiam impedir o recebimento de mensagens de autenticação e realizar compras de alto valor em lojas físicas e virtuais.
Primeira fase ocorreu em 2025
A primeira fase da Operação Estorno foi realizada em novembro do ano passado, em uma ação integrada entre as polícias civis de Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro.
Na ocasião, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e realizadas cinco prisões em Juiz de Fora, Bicas e na capital fluminense.
Também foram apreendidos computadores, notebooks, celulares, equipamentos eletrônicos, cartões utilizados nas fraudes, roupas, perfumes, artigos de luxo comprados com dinheiro ilícito, além de uma pistola e centenas de munições.
As investigações continuam e a Polícia Civil não descarta novas fases da operação.



