Há 100 anos, todos os dias ao meio-dia, uma sirene soa na Rua Halfeld, no coração de Juiz de Fora. A origem desse hábito remonta a 16 de fevereiro de 1925, quando Arthur Vieira instalou a sirene no alto da Galeria Pio X, a primeira galeria comercial da cidade. O objetivo era resgatar uma tradição anterior: o disparo de um tiro de morteiro no Colégio Academia, que havia sido suspenso por questões de segurança.
Mais do que um simples sinal sonoro, a sirene representa um momento histórico importante para Juiz de Fora. O período marca a transição econômica da cidade, que deixava de ser um polo industrial para se tornar um centro comercial. A própria Galeria Pio X simboliza essa mudança, consolidando o comércio como um dos vetores de crescimento do município.
A sirene do meio-dia só deixou de soar durante a Segunda Guerra Mundial. Na época, temia-se que o barulho fosse confundido com alertas de possíveis ataques nazistas ao Brasil.
Ao longo do tempo, o apito ganhou diferentes apelidos, sendo chamado de “Hora Certa”, “Hora Legal” e “Sereia do Meridiano”. Mesmo após um século, ele segue como um dos símbolos mais curiosos e tradicionais de Juiz de Fora, mantendo viva a memória de uma cidade em constante transformação.
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