Dois homens, de 28 e 51 anos, foram presos em flagrante nesta segunda-feira (15) durante mais uma etapa da operação Cerco Fechado, em Juiz de Fora. A ação da Polícia Civil resultou ainda na apreensão de armas de fogo, munições, drogas e materiais utilizados no processamento de entorpecentes. As prisões ocorreram no bairro Borboleta, onde os investigadores identificaram um imóvel utilizado para atividades ligadas ao tráfico de drogas.
Segundo a Polícia Civil, o local funcionava como uma estrutura clandestina voltada ao preparo e armazenamento de entorpecentes, além de servir como ponto de guarda de armamentos supostamente ligados a um grupo criminoso com atuação além das fronteiras de Minas Gerais.
Durante o cumprimento das diligências, os policiais encontraram pistolas, uma submetralhadora, carregadores de grande capacidade, munições de diversos calibres e materiais utilizados na manipulação e embalagem de drogas. Os dois suspeitos foram detidos e encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
Investigação apontou funcionamento de estrutura clandestina
A ação foi conduzida por equipes da Delegacia Regional da Polícia Civil em Juiz de Fora, com apoio do Núcleo Regional de Inteligência. As investigações vinham sendo desenvolvidas há semanas e permitiram identificar a movimentação em um imóvel que estaria sendo utilizado para dar suporte às atividades de uma organização criminosa.
De acordo com os levantamentos realizados pelos investigadores, um dos presos seria responsável por manter o funcionamento da estrutura utilizada para o processamento de drogas e pela guarda do armamento encontrado no local. O segundo suspeito foi abordado durante uma atividade relacionada à obtenção de materiais usados na preparação dos entorpecentes.
A Polícia Civil informou que as apurações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a dimensão da atuação do grupo investigado.
Operação atua contra avanço de facções em Minas Gerais
A ação em Juiz de Fora integra a operação Cerco Fechado, mobilização coordenada pelo Governo de Minas Gerais para combater organizações criminosas em diferentes regiões do estado. Considerada a maior ofensiva já realizada contra facções criminosas em território mineiro, a operação reúne forças estaduais e federais em ações de longo prazo voltadas ao enfraquecimento financeiro e operacional desses grupos.
Além da Polícia Civil, participam da iniciativa a Polícia Militar, a Polícia Penal, o Corpo de Bombeiros, a Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal. As ações ocorrem simultaneamente em municípios estratégicos, incluindo Juiz de Fora, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Manhuaçu, Teófilo Otoni e outras cidades mineiras.
Desde o início da operação, dezenas de pessoas já foram presas e mandados judiciais vêm sendo cumpridos em diferentes regiões do estado. A proposta das forças de segurança é ampliar a presença policial em áreas consideradas sensíveis e impedir que organizações criminosas consolidem estruturas permanentes de atuação em Minas Gerais.
Ação reforça combate ao crime organizado na Zona da Mata
A nova fase realizada em Juiz de Fora é apontada pelas autoridades como mais um avanço no enfrentamento ao tráfico de drogas e ao crime organizado na Zona da Mata. A apreensão do armamento e da estrutura utilizada para o processamento de entorpecentes representa um impacto direto na logística do grupo investigado, segundo a Polícia Civil.
Com a continuidade das investigações, a expectativa é de que novas diligências sejam realizadas nos próximos dias como desdobramento da operação na região.



