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30/06/2026
Matheus Brum
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Mulher é encontrada morta com quatro perfurações no tórax em terreiro de Umbanda em Juiz de Fora

Vítima de 59 anos estava hospedada no local havia cerca de dois meses. Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte
homem é executado no bairro filgueiras, juiz de fora. Mulher morta
Polícia Militar registrou o caso (Foto: Divulgação / Freepik)

Uma mulher de 59 anos foi encontrada morta na tarde de domingo (28/06) em um centro de Umbanda localizado na Rua José Lourenço, no bairro Moradas do Serro, em Juiz de Fora.

A Polícia Militar foi acionada após uma equipe do Samu constatar o óbito da vítima. Segundo o boletim de ocorrência, o responsável pelo terreiro, um homem de 77 anos, informou que havia acolhido a mulher há cerca de dois meses, a pedido de um integrante da instituição religiosa.

De acordo com o relato, no domingo ele encontrou a vítima caída no chão do quarto onde estava hospedada, com uma faca entre as mãos.

Samu identificou quatro perfurações no tórax

Durante o atendimento, o médico do Samu constatou que a mulher apresentava quatro perfurações na região do tórax provocadas por faca.

Conforme o registro policial, testemunhas relataram que a vítima enfrentava um quadro de depressão e realizava tratamento para problemas de saúde mental.

Uma segunda testemunha informou à Polícia Militar que, um dia antes da morte, a mulher havia procurado abrigo em outro local alegando que não estava tendo sossego no terreiro. Segundo esse relato, ela afirmou que passava fome e que, em ocasiões anteriores, teria sido impedida de deixar o imóvel.

Em documento, mulher morta relatava medo e pressão psicológica

Durante os trabalhos periciais, foi apreendido um formulário de atendimento do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).

Segundo o documento, a vítima relatava sofrer pressão para interromper o tratamento contra ansiedade, depressão e transtorno bipolar. O formulário apontava ainda que ela dizia ter medo do responsável pelo terreiro e mencionava possíveis situações de violência psicológica e patrimonial.

Ainda conforme o registro, a mulher relatava que era constantemente solicitada a entregar dinheiro e que, por medo, acabava cedendo aos pedidos.

O celular do responsável pelo terreiro também foi apreendido para auxiliar nas investigações.

Perícia não apontou indícios imediatos de homicídio

A perícia técnica esteve no local e informou que, em uma análise preliminar, não foram encontrados elementos suficientes para concluir que a morte tenha sido resultado de um homicídio.

A dinâmica dos fatos e a causa da morte dependerão dos exames complementares realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) e do avanço das investigações conduzidas pela Polícia Civil.

O corpo da vítima foi encaminhado para exames que deverão esclarecer as circunstâncias da morte.

Polícia também registrou maus-tratos a animais

Durante a perícia, foram identificadas situações de maus-tratos a animais no imóvel.

Segundo a ocorrência, galos estavam mantidos em pequenas gaiolas, em condições inadequadas, sem acesso à água e alimentação. Os policiais também encontraram uma galinha morta na entrada do terreiro.

Os animais receberam alimentação e permaneceram sob a responsabilidade do proprietário do local.

Em nota, a Polícia Civil informou que foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime de maus-tratos a animais. O homem foi ouvido e liberado.

O caso será investigado pela 2ª Delegacia de Polícia Civil de Juiz de Fora, que apura as circunstâncias da morte da mulher.

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