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12/09/2026
Maria Angélica
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Minas Gerais abre mais de 315 mil empresas no primeiro semestre de 2026

Estado teve mais de 315 mil novos registros entre janeiro e junho, mas também contabilizou quase 188 mil encerramentos no período
Minas Gerais abre mais de 315 mil empresas no primeiro semestre de 2026
Foto: Sebrae

O número de empresas em Minas Gerais aumentou no primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, 315.607 negócios foram registrados no estado, enquanto 187.829 deixaram de funcionar. A diferença entre os dois movimentos representa um saldo positivo de 127.778 empresas, 9% acima do resultado registrado nos seis primeiros meses de 2025, conforme levantamento do Sebrae Minas.

Embora o saldo tenha crescido na comparação anual, o avanço foi menor que o observado no ano passado. Em 2025, o resultado do primeiro semestre havia apresentado crescimento de 34%. Os números deste ano mostram, portanto, uma expansão do ambiente empresarial mineiro em ritmo mais moderado.

Os pequenos negócios tiveram participação decisiva nesse cenário. MEIs, microempresas e empresas de pequeno porte foram responsáveis por 306.792 das novas empresas abertas no estado, o que corresponde a aproximadamente 97% do total. Juntas, essas categorias tiveram saldo positivo de 121.751 negócios, também com crescimento de 9% em relação ao primeiro semestre de 2025.

MEI impulsiona abertura de pequenos negócios

Dentro desse grupo, os microempreendedores individuais concentraram a maior parte dos novos registros. Cerca de 242 mil MEIs foram formalizados no primeiro semestre, número 14% maior que o registrado no mesmo período do ano anterior. O saldo da categoria chegou a 107,9 mil empresas, seguindo a mesma taxa de crescimento.

As empresas de pequeno porte, por sua vez, tiveram 8.424 novas aberturas e terminaram o período com saldo positivo de 5.233 negócios, alta de 7%.

O comportamento das microempresas foi diferente. A categoria teve 56.406 novos registros, redução de 1% em relação a 2025. Ao mesmo tempo, 47.753 microempresas encerraram as atividades, aumento de 7%. Com isso, o saldo passou de 12.329 para 8.653 negócios, uma redução de 30%.

A maior parte das novas empresas de pequeno porte surgiu no setor de serviços. A área concentrou 181.968 registros, cerca de 59% das aberturas desse grupo, e apresentou crescimento de 14% em um ano. O comércio apareceu depois, com 60.881 novas empresas, seguido pela indústria, que teve 37.143.

Também houve aumento nos registros de agropecuária e construção civil, com altas de 11% e 10%, respectivamente. Entre as atividades específicas, promoção de vendas teve 15.870 novas empresas, enquanto serviços de malote somaram 12.064 e serviços especializados de apoio administrativo chegaram a 11.980 registros.

Juiz de Fora fica entre as cidades que mais abriram empresas

Juiz de Fora aparece entre os municípios mineiros com maior número de novos negócios no primeiro semestre. Considerando empresas de todos os portes, a cidade teve 9.240 registros entre janeiro e junho, ficando na quarta posição do estado.

O ranking foi liderado por Belo Horizonte, com 57.062 novas empresas, seguida por Uberlândia, com 18.755, e Contagem, com 14.214. Betim ocupou a quinta colocação, com 8.526 registros.

Quando considerados somente os pequenos negócios, Juiz de Fora também ficou em quarto lugar. Foram 8.993 novas empresas na cidade. Belo Horizonte registrou 54.591, Uberlândia teve 18.193 e Contagem, 13.927. Betim apareceu novamente na quinta posição, com 8.371.

Entre os cinco municípios com maior número de aberturas, Contagem apresentou a maior alta percentual, de 17% em relação ao primeiro semestre de 2025. Outros municípios também registraram avanços expressivos, como Nova Serrana e Ipatinga, com crescimento de 22%, Coronel Fabriciano, com 21%, e Araxá e Capelinha, com 20%.

Apesar do aumento no número de empresas, o levantamento aponta que a expansão também ocorre em meio a um volume significativo de encerramentos. No conjunto de Minas Gerais, os fechamentos cresceram 12%, enquanto as aberturas avançaram 11%. O cenário evidencia a diferença entre a entrada de novos empreendedores no mercado e a capacidade de manutenção dos negócios ao longo do tempo.

No Brasil, o primeiro semestre terminou com 3,06 milhões de novas empresas e 1,69 milhão de encerramentos, resultando em saldo positivo de aproximadamente 1,37 milhão de negócios. Os pequenos empreendimentos também predominaram no cenário nacional e responderam por cerca de 97% das empresas abertas no período.

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