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12/03/2026
Matheus Brum
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Linha emergencial do BDMG para micro e pequenas empresas afetadas pelas chuvas acaba e deixa dúvidas entre comerciantes em Juiz de Fora

Banco diz que recursos foram totalmente utilizados, mas não informa quantos empresários foram beneficiados nem se haverá nova linha para pequenos negócios
Medidas foram tomadas para que trabalhadores e empresários possam se recuperar de tragédia que abateu zona da mata. Vakinha. Linha de crédito BDMG. prevenção à desastres. Compra assistida
Foto: Thiago Kremers

A linha de crédito emegencial criada pelo Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) para ajudar empresas atingidas pela tragédia climática na Zona da Mata já foi totalmente utilizada. A informação foi confirmada pelo próprio banco em nota enviada ao Folha JF.

O problema é que muitos pequenos comerciantes de Juiz de Fora relatam que sequer conseguiram acessar o financiamento, mesmo precisando de valores relativamente baixos para retomar suas atividades.

A linha emergencial havia sido anunciada com R$ 50 milhões para apoiar empresas afetadas pelas chuvas que atingiram a região nas últimas semanas.

No entanto, segundo relatos de empresários ouvidos pelo Folha JF, houve dificuldade para acessar o recurso desde o início. Pequenos comerciantes afirmam que precisavam de valores em torno de R$ 10 mil, por exemplo, mas não conseguiram avançar no processo.

Além disso, alguns empresários relatam que, ao acessar o site do banco, as condições especiais prometidas inicialmente não apareciam na plataforma, o que gerou ainda mais dúvidas sobre o funcionamento da linha emergencial.

Banco confirma que recursos acabaram

Em nota oficial, o BDMG informou apenas que a linha de crédito foi totalmente utilizada devido à alta procura.

“Devido à alta procura, os recursos da linha de crédito emergencial para micro e pequenas empresas localizadas em municípios em situação de emergência ou calamidade pública foram integralmente utilizados”, informou em nota.

O banco, porém, não informou quantos empresários foram atendidos, nem qual valor efetivamente chegou às micro e pequenas empresas atingidas pela tragédia.

Falta de respostas gera questionamentos

O Folha JF também questionou o BDMG sobre pontos importantes para entender o impacto real da política pública.

Entre as perguntas encaminhadas estavam:

  • quantas micro e pequenas empresas conseguiram acessar o crédito;
  • qual valor foi efetivamente destinado a esse público;
  • quanto do total foi usado por empresas de Juiz de Fora;
  • se existe previsão de reabertura da linha emergencial.

No entanto, essas perguntas não foram respondidas pelo banco.

O BDMG também não esclareceu quanto ainda existe disponível em outras modalidades de crédito para empresas atingidas pela tragédia.

O espaço segue aberto para manifestação.

BDMG oferece outras linhas de financiamento

Mesmo com o encerramento da linha emergencial para micro e pequenas empresas, o banco informou que mantém outras modalidades de financiamento.

Entre elas estão:

  • linhas permanentes de capital de giro para micro e pequenos empreendedores em todos os municípios de Minas Gerais;
  • uma linha promocional chamada “Mês das Mulheres”, destinada a empresas lideradas por mulheres;
  • crédito para médias e grandes empresas, agronegócio e cooperativas;
  • financiamento para prefeituras realizarem obras de reconstrução.

Segundo o banco, todas as operações podem ser feitas de forma digital pelo site oficial da instituição.

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