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05/01/2026
Matheus Brum
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Juiz de Fora segue com a tarifa do transporte coletivo em R$ 3,75

Sem reajuste há seis anos, passagem é mantida com subsídio público, que é o envio de dinheiro público para a empresa que gere o sistema
tarifa do transporte coletivo em juiz de fora segue inalterada
Imagem: Reprodução/Youtube.

A tarifa do transporte coletivo de Juiz de Fora permanece em R$ 3,75 desde 2019, sem qualquer reajuste ao longo dos últimos seis anos. O valor, hoje um dos mais baixos entre cidades de médio porte no Brasil, tem sido mantido graças a um crescimento do subsídio pago pela Prefeitura às empresas que gerem o transporte coletivo.

Se, por um lado, a política evita que o custo recaia diretamente sobre o usuário, por outro, amplia de forma significativa o impacto nas contas públicas, com valores que mais que quadruplicaram em poucos anos.

Subsídio cresce em quatro anos

Os números mostram uma escalada clara do gasto público para manter a tarifa congelada:

  • 2021: R$ 14,7 milhões
  • 2022: R$ 30,7 milhões
  • 2023: R$ 43,7 milhões
  • 2024: R$ 150,6 milhões
  • 2025: R$ 128 milhões

Em apenas três anos, o subsídio cresceu, refletindo o aumento dos custos do sistema — como combustível, peças, mão de obra e manutenção — sem repasse direto ao valor pago pelo passageiro.

Quanto já foi gasto em 2025

Em 2025, os repasses seguem elevados. Levantamento feito a partir das publicações nos Atos de Governo (Diário Oficial do Município) aponta os seguintes pagamentos ao longo do ano:

  • 13/01: R$ 3,5 milhões
  • 13/01: R$ 12,5 milhões
  • 05/02: R$ 14 milhões
  • 27/02: R$ 10 milhões
  • 03/04: R$ 10 milhões
  • 26/04: R$ 7 milhões
  • 06/05: R$ 3 milhões
  • 14/05: R$ 10 milhões
  • 20/06: R$ 7 milhões
  • 04/07: R$ 5 milhões
  • 19/07: R$ 2,5 milhões
  • 07/08: R$ 10 milhões
  • 04/09: R$ 10 milhões
  • 07/10: R$ 8,5 milhões
  • 08/10: R$ 1,5 milhão
  • 11/11: R$ 3,5 milhões
  • 04/12: R$ 10 milhões

Subsídio existe em todo o Brasil — mas tarifa do transporte coletivo sobe

É importante destacar que o subsídio ao transporte coletivo não é exclusividade de Juiz de Fora. Grandes cidades brasileiras, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba, também destinam bilhões de reais por ano para sustentar seus sistemas de ônibus.

A diferença é que, mesmo com subsídios elevados, essas cidades continuam reajustando o valor da tarifa periodicamente. Ou seja, o passageiro paga mais caro e, ainda assim, o poder público complementa o custo da operação.

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