Juiz de Fora contabilizou 657 acidentes graves de trabalho em 2025, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde. As ocorrências envolvem episódios no ambiente profissional, vias públicas e residências. Do total registrado, 640 trabalhadores ficaram com incapacidade parcial, dois sofreram sequelas permanentes, seis tiveram recuperação imediata e nove morreram após os incidentes.
Acidentes mostram concentração nas empresas e maior impacto entre categorias de risco
As ocorrências se concentram majoritariamente dentro das empresas, responsáveis por 60,08% dos registros ao longo do ano. As quedas continuam sendo o evento mais comum, somando 130 notificações. Em seguida aparecem impactos provocados por objetos, com 96 registros, e acidentes envolvendo motocicletas, que totalizam 46 casos. Também foram identificados incidentes relacionados a altura, colisões, esmagamentos e falhas no uso de máquinas, todos com índices relevantes.
O levantamento aponta que técnicos de enfermagem lideram o ranking de trabalhadores acidentados, seguidos por faxineiros e pedreiros, categorias expostas a rotinas de maior risco. A lista inclui ainda serventes, repositores, motoboys, alimentadores de linha de produção, atendentes de lanchonete, coletores de lixo e vendedores.
Desde 2010, JF acumula 7.632 acidentes graves e 141 mortes, ocupando a quinta posição entre os municípios mineiros com maior número de registros no período. Os dados reforçam a necessidade de ações preventivas, acompanhamento das condições laborais e fiscalização contínua dos ambientes de trabalho.
Maria Angélica é estagiária sob supervisão do editor-executivo do Folha JF, Matheus Brum.